Irregularidades

Ministério Público irá investigar aeroporto feito em fazenda de tio de Aécio Neves

O aeródromo foi feito no final do segundo mandato do tucano em Minas, teve custo de R$ 14 milhões e operava sem homologação da Anac, sendo que seu uso era privado

SÃO PAULO – Faltando menos de uma semana para a realização do segundo turno, o Ministério Público Federal em Minas Gerais decidiu abrir uma investigação sobre a construção de um aeroporto na cidade de Cláudio, no interior do estado. A obra foi realizada pelo candidato Aécio Neves (PSDB) dentro de uma fazenda de seu tio-avô. As informações são do jornal Valor Econômico.

O aeródromo foi feito no final do segundo mandato do tucano em Minas, teve custo de R$ 14 milhões e operava sem homologação da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), sendo que seu uso era privado. As chaves do local ficavam nas mãos dos familiares do candidato, que precisavam ser consultados para liberar a utilização da pista.

Já em outubro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, arquivou a parte criminal de uma representação do PT contra o tucano. Porém, Janot decidiu que a mesma representação fosse repassada para o MPF de Minas Gerais para que fossem apurados possíveis casos de improbidade administrativa.

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A construção do aeroporto tem sido um dos temas recorrentes dos debates, já que não há uma definição ainda sobre a utilização de recursos na obra. A investigação foi aberta no dia 17 deste mês para “apurar possível irregularidades na utilização de recursos públicos pelo então governador de Minas, Aécio Neves da Cunha, para a construção de um aeródromo em propriedade de seu tio-avô, sr. Múcio Guimarães Tolentino”.

Aécio já negou diversas vezes que esta obra tenha beneficiado seus familiares e afirma que o aeroporto contribuiu para o desenvolvimento de Cláudio, cidade de 30 mil habitantes. Ele ainda ressalta que a construção já foi alvo de investigação pelo Ministério Público Estadual, que não encontrou nenhuma irregularidade. Essa apuração, contudo, não levou em conta que a obra foi feita numa área desapropriada pelo Estado na terra de um parente do então governador.