Milei, Lulinha e Michelle: pesquisas desta quarta podem mudar o rumo da campanha

Levantamentos serão os primeiros após as convenções partidárias e medirão o impacto de episódios que marcaram o início da campanha, como o apoio de Milei a Flávio e as investigações envolvendo Lulinha

Marina Verenicz

Da esquerda para a direita, os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). Fotos: cardo Stuckert / PR | Divulgação / PL | Divulgação / Missão | Roberto Sungi | Divulgação / MG
Da esquerda para a direita, os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). Fotos: cardo Stuckert / PR | Divulgação / PL | Divulgação / Missão | Roberto Sungi | Divulgação / MG

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A disputa pelo Palácio do Planalto terá nesta quarta-feira (5) um dos primeiros testes após o início oficial das convenções partidárias. Os institutos Quaest e Meio/Ideia divulgam novas pesquisas nacionais em um momento em que a campanha ganhou novos fatos políticos, capazes de influenciar a percepção do eleitor.

Os levantamentos foram realizados entre o fim de julho e o início de agosto, período em que Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) oficializaram suas candidaturas, Javier Milei desembarcou no Brasil para apoiar o senador do PL e a Polícia Federal abriu novas investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

As pesquisas devem indicar quais temas passaram a pesar na campanha e se os episódios das últimas semanas alteraram a dinâmica da disputa.

A Quaest será a primeira pesquisa do instituto realizada depois da oficialização das candidaturas presidenciais. As entrevistas ocorreram entre 31 de julho e 3 de agosto, atravessando a convenção do PL, a do PT e os eventos das demais legendas.

O levantamento também mostrará se houve mudança no cenário depois da entrada definitiva dos candidatos na campanha e da consolidação das chapas presidenciais.

Na rodada anterior, divulgada em julho, Joaquim Barbosa ainda aparecia entre os presidenciáveis. Agora, o instituto passa a testar Clariana Barão (DC), que assumiu a candidatura do partido.

Além dos cenários de primeiro turno, a Quaest simulará quatro disputas de segundo turno envolvendo Lula contra Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).

Milei, Michelle e urnas

O diferencial da pesquisa da Quaest está no conjunto de perguntas qualitativas. O instituto buscará medir o impacto do apoio público do presidente argentino Javier Milei à candidatura de Flávio Bolsonaro, anunciado durante a convenção do PL.

Também serão avaliadas a repercussão do vídeo produzido por inteligência artificial com a imagem de Jair Bolsonaro, a proibição imposta pelo Supremo Tribunal Federal para visitas ao ex-presidente, as declarações de Flávio sobre urnas eletrônicas e a reconciliação pública entre o senador e Michelle Bolsonaro.

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Em vez de apenas perguntar em quem o eleitor pretende votar, a pesquisa tenta identificar se esses acontecimentos aumentaram, reduziram ou não alteraram a disposição de voto.

Lulinha entra no radar

Outro fato novo ocorreu durante o período de entrevistas. Na quinta-feira (30), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito para investigar se Lulinha favoreceu o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, em negociações envolvendo o Ministério da Saúde. No dia seguinte, foi autorizada uma segunda investigação relacionada à Dataprev.

As suspeitas são negadas pela defesa do filho do presidente, que afirma não haver qualquer irregularidade.

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Embora as perguntas divulgadas pela Quaest não incluam diretamente o caso, a coleta ocorreu justamente enquanto o tema ganhava espaço no noticiário, o que pode influenciar a avaliação dos eleitores sobre o governo.

Meio/Ideia amplia o foco

Além da Quaest, o instituto Meio/Ideia também divulgará uma nova rodada nacional. A pesquisa ouviu 1.500 eleitores por telefone entre 31 de julho e 3 de agosto e repetirá os cenários de primeiro e segundo turno da eleição presidencial.

O questionário mede a aprovação do governo Lula, avalia áreas como segurança pública, saúde e educação e aborda temas que têm ocupado espaço na campanha, como o tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, mercado de trabalho, regulamentação dos aplicativos e confiança nas urnas eletrônicas.

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Também há perguntas sobre rejeição e conhecimento dos candidatos.

Na rodada anterior do Meio/Ideia, divulgada em 8 de julho, Lula liderava a disputa de primeiro turno com 40,4% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 32%. No segundo turno, o presidente aparecia com 45%, contra 40% do senador do PL.

As pesquisas desta quarta-feira indicarão se os acontecimentos que marcaram a abertura da campanha produziram efeitos imediatos ou se a corrida presidencial permanece estável nas primeiras semanas da disputa.

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