Mendonça homologa delação de empresário que gerava “dinheiro vivo” para Vorcaro

Empresário era responsável pela Entre Investimentos, empresa que que recebeu milhões de fundos que hoje estão sob apuração da Polícia Federal e teria sido utilizada para repassar pagamentos ao filme Dark Horse

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O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, homologou nesta quarta-feira (9) o acordo de delação premiada de Antonio Carlos Freixo Junior, empresário acusado de fazer repasses com cédulas de dinheiro para supostamente alimentar o esquema de Daniel Vorcaro, do Banco Master. A decisão está em segredo de justiça, mas foi confirmada pelo G1.

Conhecido como “Mineiro”, o empresário é dono da Entre Investimentos, empresa que realizou repasses para o filme “Dark Horse”, que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. As transferências teriam ocorrido a mando do ex-banqueiro para honrar o investimento prometido à Flávio Bolsonaro (PL) para viabilizar a produção do longa-metragem.

Segundo as investigações, a Entre Investimentos recebeu R$ 159,2 milhões de fundos que estão sob apuração da Polícia Federal no inquérito que investiga fraudes envolvendo o Banco Master.

Os investigadores ainda não conseguiram determinar quanto desse montante foi efetivamente destinado ao financiamento do filme sobre o ex-presidente. De acordo com um acordo identificado pela PF, a Entre Investimentos previa o pagamento de R$ 124 milhões à empresa responsável pela produção do longa-metragem. Desse total, R$ 61 milhões teriam sido pagos por Vorcaro.

Na delação, Freixo Junior afirmou ser o responsável por “gerar” o dinheiro vivo para a equipe de Vorcaro. As cédulas eram entregues em malas e, segundo Mineiro, valores eram utilizados para o pagamento de propinas sem o registro de movimentação bancaria.

Em maio, o site The Intercept havia noticiado que Freixo Junior intermediou repasses do Banco Master ao filme. Ele também havia sido um dos alvos da 2ª fase da operação Compliance Zero, em janeiro deste ano.

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Ainda segundo o G1, a delação também apresenta informações sobre repasses feitos pela Entre ao Havengate, fundo sediado no Texas e administrado pelo advogado Paulo Calixto, que já advogou para a família Bolsonaro.

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Caio César
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