Publicidade
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral, André Mendonça, determinou nesta sexta-feira (2) que as redes sociais revisem as remoções de publicações envolvendo Nossa Senhora Aparecida.
No novo ofício, Mendonça destaca que a decisão deve ser interpretada de maneira restrita e que, caso paire dúvidas sobre a necessidade de remoção, a publicação em questão deve ser preservada.
A ordem reforça que a decisão alcança apenas conteúdos que ligam Flávio Bolsonaro ou sua família a supostas legislações ou projetos que têm como fim promover a retirada do título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida.

Lula ou Flávio: por que o Centrão pode continuar forte com qualquer vencedor
Partidos de centro e centro-direita devem manter bancadas relevantes e podem ser necessários para formar maioria no Congresso

Flávio evita risco do último debate, mas abre mão da maior vitrine da reta final
Senador abre mão da maior exposição televisiva da reta final após TSE proibir púlpito vazio de Lula; presidente troca debate por entrevista ao vivo no Flow
O ministro destaca que não devem ser removidas postagens que apenas mencionam Nossa Senhora, criticam o candidato ou apresentam manifestações religiosas e políticas sem mencionar informações falsas sobre o tema.
Com isso, Mendonça reforça que redes sociais revisem medidas adotadas nas últimas semanas após sua primeira decisão sobre o tema. Na sexta-feira (25), o ministro havia determinado a remoção de conteúdos que ligassem Flávio a Nossa Senhora.
A determinação, acatada de forma ampla, resultou na exclusão de mais de 1.125 postagens com base nos temas envolvidos. O envolvimento de publicações não relacionadas a polêmica fez com que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinasse no domingo (27), a suspensão da medida. A decisão tomada no STF foi, no dia seguinte, também suspensa pelo ministro Luiz Fux.
Continua depois da publicidade
Na quarta-feira (30), o TSE referendou, por maioria, a decisão de Mendonça e manteve a derrubada das publicações. Além do relator, os ministros Nunes Marques, Dias Toffoli, Sebastião Reis Júnior e Estela Aranha votaram para manter a ordem de remoção.