Médicos mantém previsão de alta para Bolsonaro nesta sexta

Ex-presidente está sem sinais de infeccção após pneumonia e deve iniciar amanhã prisão domiciliar com restrições impostas pelo STF

Agência O Globo

(Foto: Reprodução/redes sociais)
(Foto: Reprodução/redes sociais)

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Boletim médico divulgado nesta quinta-feira aponta que o ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta evolução clínica favorável, está sem sinais de infecção aguda e deve receber alta hospitalar nesta sexta-feira, após duas semanas internado no hospital DF Star, em Brasília. Ele foi hospitalizado para tratar uma pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração.

Segundo a equipe médica, Bolsonaro segue em antibioticoterapia intravenosa, além de fisioterapia respiratória e motora, e deve permanecer sob observação clínica nas próximas 24 horas.

O médico Brasil Ramos Caiado afirmou que o quadro evolui de forma “linear e progressiva” e que a alta está prevista para sexta-feira, caso não haja intercorrências.

— Como o antibiótico termina o ciclo amanhã, estamos com programação para alta na sexta-feira. O raio-X de ontem à noite nos deixou muito tranquilos. Ainda há uma lesão residual no pulmão esquerdo, o que já era esperado pela gravidade — disse.

Segundo o médico, Bolsonaro também apresentou redução nos episódios de soluço e recebeu “com satisfação” a decisão que autorizou a prisão domiciliar. A residência do ex-presidente, em Brasília, já passa por adaptações para recebê-lo, incluindo a instalação de uma cama adequada para tratar o refluxo gastroesofágico.

A equipe médica não descarta ainda a realização de uma cirurgia no ombro direito após a recuperação completa do quadro respiratório.

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Domiciliar entra em vigor após alta

Com a alta, Bolsonaro deve iniciar o cumprimento da prisão domiciliar determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, por um período inicial de 90 dias.

A decisão prevê uma série de restrições, como a proibição de uso de celular e redes sociais, suspensão de visitas — com exceção de familiares, advogados e equipe médica — e uso de tornozeleira eletrônica.

O ministro também determinou fiscalização pela Polícia Militar do Distrito Federal e proibiu manifestações ou aglomerações em um raio de 1 km da residência.

Defesa critica prazo

A defesa do ex-presidente afirmou que a concessão da domiciliar restabelece a “coerência jurisprudencial” do STF, mas criticou o prazo fixado para a medida.

Segundo o advogado Paulo Amador da Cunha Bueno, a definição de 90 dias para a domiciliar é “inovadora” e não considera que as condições de saúde de Bolsonaro exigiriam cuidados permanentes.