Debate TV Aparecida

Marina ironiza rusga entre Bolsonaro e Paulo Guedes: “tem um incêndio no posto Ipiranga”

Candidata se posicionou contra a reedição do imposto e disse que a CPMF "foi usada de forma pervertida" no passado

SÃO PAULO – A candidata Marina Silva (Rede) atacou o ausente Jair Bolsonaro (PSL) em debate na TV Aparecida na noite desta quinta-feira (20) e seu coordenador econômico Paulo Guedes ao responder pergunta de Henrique Meirelles (MDB) sobre a recriação da CPMF – assunto polêmico da semana para a candidatura do PSL. 

“Eu fiquei vendo essa confusão entre o candidato Jair Bolsonaro e o seu economista ‘mor’, que ele diz que é o posto Ipiranga, e já no começo da história eu vejo que está acontecendo um incêndio no posto Ipiranga”, ironizou a candidata lembrando sobre a discordância sobre o tema entre Bolsonaro e Guedes. “Alguma coisa não está funcionando lá porque eles não estão se entendendo”, acrescentou. 

Além de cutucar seu concorrente, Marina se posicionou contra a reedição do imposto e disse que a CPMF “foi usada de forma pervertida” no passado.

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No início da semana, o “posto Ipiranga” de Bolsonaro fez uma apresentação a uma plateia restrita reunida pela gestora independente GPS Investimentos e teria citado a intenção de implementar um novo imposto aos moldes da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), segundo informações publicadas pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

A situação gerou mal estar e ruído sobre a campanha de Bolsonaro, que telefonou para seu guru econômico para cobrar explicações sobre o assunto. Conforme o coordenador da campanha em São Paulo, deputado Major Olimpio, informou à Reuters, Bolsonaro não tinha sido consultado pelo economista sobre o assunto. 

Segundo Olimpio, o candidato conversou logo cedo com Guedes sobre a proposta, assim que tomou conhecimento dela pela imprensa. Vale lembrar que o candidato segue internado da unidade de terapia semi-intensiva do Hospital Albert Einstein após receber uma facada em evento de campanha. 

Vale destacar que, segundo o Broadcast, diante dos ruídos, Bolsonaro pediu tanto para que Guedes quanto para que o seu vice, Hamilton Mourão, reduzam suas atividades eleitorais. 

Em entrevista ao jornal O Globo, Guedes admitiu que a criação de um imposto sobre transações financeiras está em análise pela campanha, mas a medida não significaria aumento de carga tributária. De acordo com Guedes, a ideia seria substituir impostos federais por um novo tributo, um IVA (Imposto sobre Valor Agregado) e não criar uma nova tributação. A informação teria sido deturpada, segundo Olimpio. 

“Isso acabou levando um susto a todos nós”, admitiu o coordenador da campanha. “Nada disso foi submetido à consideração do presidente [Bolsonaro]”, completou.

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Ainda ontem Bolsonaro usou seu perfil no Twitter para negar planos de aumentar impostos. “Ignorem essas notícias mal intencionadas dizendo que pretendemos recriar a CPMF. Não procede. Querem criar pânico pois estão em pânico com nossa chance de vitória. Ninguém aguenta mais impostos, temos consciência disso”, escreveu.

Guedes é conhecido como o “posto Ipiranga” de Bolsonaro, para quem todas as questões sobre economia são direcionadas, e comandará o Ministério da Fazenda caso o candidato do PSL seja eleito.

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