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Paulo Guedes, provável ministro da Fazenda de Bolsonaro, defende "nova CPMF" e alíquota única de IR

Economista ainda apontou que o pacote de superprivatizações levará tempo até se concretizar, mas garantiu que não haverá indicações partidárias para nenhuma das empresas

Paulo Guedes

SÃO PAULO - Para uma plateia restrita em uma gestora independente, o economista Paulo Guedes - tido como o "posto Ipiranga" de Jair Bolsonaro e o nome que comandará o Ministério da Fazenda caso o candidato do PSL seja eleito - anunciou na última terça-feira (18) as medidas econômicas que pretende implementar. As informações são da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo. 

O economista pretende recriar um imposto com as mesmas características da famigerada CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), além de criar uma alíquota única do IR (Imposto de Renda) de 20% para pessoas físicas e jurídicas, aplicando a mesma taxação na tributação da distribuição de lucros e dividendos. Por outro lado, estuda eliminar a contribuição patronal para a previdência que incide sobre a folha de salário - com a mesma alíquota. 

O economista ainda afirmou que está sendo auxiliado pelo economista Marcos Cintra — foi ele que o convenceu, por exemplo, a criar um imposto nos moldes da CPMF. O novo imposto se chamaria Contribuição Previdenciária e seria destinado a financiar o INSS. 

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Já segundo a coluna de Sonia Racy, do jornal O Estado de S. Paulo, Guedes ainda afirmou que pretende negociar para que a União receba 100% dos dividendos distribuídos pelo BNDES que hoje contribui com até 25% do lucro obtido. “Pagar juros de dívida só vendendo estatal é atraso de 30 anos”, disse ele.

Além disso, Guedes apontou que o pacote de superprivatizações levará tempo até se concretizar, mas garantiu que não haverá indicações partidárias para nenhuma das empresas.

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