Marina e Tebet disputarão vagas no Senado por São Paulo, define Haddad

Definição de candidaturas em São Paulo encerra incerteza e disputa interna entre aliados do governo Lula no cenário paulista

Caio César

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em entrevista à imprensa em Brasília
18/12/2025
REUTERS/Adriano Machado
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em entrevista à imprensa em Brasília 18/12/2025 REUTERS/Adriano Machado

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Uma reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e os ex-ministros Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) e Márcio França (PSB), ocorrida na tarde de quarta-feira (24), definiu os rumos da eleição no estado de São Paulo.

Após a conversa, foi definido que Tebet, ex-ministra do Planejamento e Orçamento, e Marina, ex-ministra do Meio Ambiente, disputarão as duas cadeiras do Senado pelo estado.

A definição também encerra a pendência sobre o vice na chapa do pré-candidato Fernando Haddad na disputa pelo governo de São Paulo, que agora será composta com o ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França.

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Nas redes sociais, Haddad havia antecipado que os três ex-ministros haviam se colocado à disposição para concorrer a vice-governador ou ao Senado, mas que o critério da escolha caberia a ele.

França vinha resistindo à ideia e insistia em disputar o Senado. Anteriormente, o ex-ministro também teria sugerido lançar sua candidatura ao Palácio dos Bandeirantes, argumentando que, com a desistência de Paulo Serra (PSDB) e Kim Kataguiri (Missão) de disputar o governo paulista, a esquerda precisava de mais um nome para puxar votos em prol de Haddad no segundo turno.

Assim que a movimentação de França em torno de uma candidatura própria foi revelada, o PT se opôs à sugestão, argumentando que o ex-ministro tende a atrair eleitores do próprio petista, e não do atual governador de São Paulo e rival de Haddad, Tarcísio de Freitas (Republicanos).