Márcio Rosa indica que eventual reciprocidade contra EUA não seria aplicada neste ano

Márcio Rosa indica que eventual reciprocidade do Brasil sobre EUA não seria aplicada neste ano

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(Reuters) – Uma ⁠eventual decisão de impor ⁠medidas de reciprocidade sobre os Estados Unidos ‌poderá ficar para o próximo governo, apontou nesta quarta-feira o ministro do Desenvolvimento, Indústria, ‌Comércio e Serviços, Márcio Rosa.

Em entrevista a jornalistas, Rosa afirmou que o protocolo para aplicação da reciprocidade segue um rito que dificilmente seria concluído antes de dezembro deste ⁠ano. ‌No momento, o governo faz consultas ⁠internas em uma série de ministérios sobre o efeito das tarifas aplicadas pelos EUA a produtos brasileiros.

“Acho que não terá tempo para terminar antes de dezembro ​nenhum processo de reciprocidade, mas a minha expectativa é que a gente consiga negociar ​e resolver, ou pelo menos aplacar minimamente as questões dos Estados Unidos, antes do final do ano”, afirmou.

O país norte-americano impôs, a partir de julho, novas ‌tarifas sobre parte das exportações brasileiras, ​chegando a 37,5% para alguns produtos, sob alegação de práticas comerciais injustas e de uma legislação fraca para ⁠combater ​o trabalho forçado, ​entre outras questões.

Em agosto, o governo brasileiro informou que ⁠iniciou processo de reciprocidade ​em relação às tarifas, que atingem cerca de 2 mil produtos brasileiros vendidos aos EUA.

Mais ​cedo nesta quarta, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse ter esperança ​de que o ⁠governo possa avançar no diálogo com os Estados Unidos ⁠após as eleições presidenciais de outubro.

Rosa, no entanto, afirmou que as negociações tarifárias não estão atreladas ao período eleitoral, ao menos do lado brasileiro.