Ex-ministro

Mantega defende Lula em Zelotes, cita FHC e nega favorecimento a lobistas em MPs

"É um absurdo alguém falar que compraram ou venderam essas MPs, porque elas versam exclusivamente sobre programação temporal de um programa instituído pelo governo Fernando Henrique Cardoso", afirmou o ex-ministro

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SÃO PAULO – Em meio às investigações da Polícia Federal sobre suposta compra de emendas para medidas provisórias do interesse da indústria e do setor automobilístico, a equipe da Operação Zelotes ouviu o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Em depoimento prestado na última quinta-feira (28), o economista disse que “jamais manifestou qualquer empenho” no sentido de atender a lobbies e que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva “nunca fez qualquer pedido nesse sentido, nem qualquer empenho” junto a ele ou a qualquer servidor durante sua gestão. As informações são dos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo.

“É um absurdo alguém falar que compraram ou venderam essas MPs, porque elas versam exclusivamente sobre programação temporal de um programa instituído pelo governo Fernando Henrique Cardoso. Na época dele, em medida acertada, houve a concessão de incentivos fiscais para as indústrias que quiserem estabelecer em regiões mais pobres. Essas MPs simplesmente estenderam o prazo”, afirmou o ex-ministro ao delegado Marlon Cajado, responsável pela condução da operação que investiga lobby nas MPs 471/2009 e 512/2010 e no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais).

Mantega defendeu as medidas editadas pelo antecessor de Lula, alegando que elas geraram bem-estar, postos de trabalho e desenvolvimento. Ele lembrou que isso possibilitou a expansão para as regiões do Nordeste e Centro-Oeste. De acordo com o advogado do ex-ministro, José Roberto Batochio, a PF não tratou do lobby no Carf.

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