Política

“Maior problema do governo não é com o Congresso e, sim, com o mercado”, diz Cunha

Para retomar a confiança, o presidente da Câmara ressaltou que o governo deve mostrar de forma transparente que está buscando o equilíbrio das contas públicas

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SÃO PAULO – Durante a abertura da 4ª Conferência Mundial de Presidentes de Parlamentos em Nova York, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, afirmou que o maior problema do governo não é com o Congresso, e sim com o mercado. “O problema maior do governo não é com o Congresso, é com o mercado, que não vai olhar bem esse déficit e vai querer de uma certa forma tentar discutir o grau de investimento do país”, disse.

“O maior problema é a queda de arrecadação pela perda da confiança na economia brasileira, não só de segmentos estrangeiros, como da própria economia local, onde não está se investindo, não está se consumindo, e a arrecadação está caindo de forma além da esperada e consequentemente o déficit vai aumentando”, continuou Cunha em Nova York.

Para retomar a confiança dos investidores e da população, o presidente da Câmara ressaltou que o governo deve mostrar de forma transparente que está buscando o equilíbrio das contas públicas, controle da inflação e manutenção do nível de emprego. “Cortar despesas, tamanho de governo, investimentos. É inevitável. O governo vai ter que diminuir o tamanho de seu gasto de acordo com o tamanho de suas receitas”, concluiu.

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Enquanto isso, nesta tarde, o governo anunciou que sua proposta de Orçamento da União para 2016, encaminhada ao Congresso Nacional nesta segunda-feira, prevê um déficit primário de R$ 30,5 bilhões no próximo ano – ou 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto).

“Devido ao cenário de receitas e, mesmo após o nosso esforço de contenção do crescimento de gastos tanto obrigatórios quanto discricionários, ainda assim, não será possível cumprir a nossa meta anterior de resultado primário que era de R$ 34 bilhões. Diante do novo cenário de receitas e despesas, nós teremos nossa previsão, para o próximo ano, de um déficit primário de R$ 30,5 bilhões”, anunciou o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa.