Eleições 2018

Maia vota em Bolsonaro e afirma: “diferença vai ser igual ou até maior do que as pesquisas mostraram”

Presidente da Câmara defende que Congresso comece a trabalhar em reformas já na semana que vem e pretende modificar o Estatuto do Desarmamento

SÃO PAULO – O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), declarou neste domingo (28) que votou “com convicção” em Jair Bolsonaro, demonstrando bastante entusiamo e esperança na vitória do candidato à Presidência pelo PSL sobre Fernando Haddad (PT), como também confia que seu correligionário, Eduardo Paes, conquiste o governo do Rio de Janeiro.

“Acho que não tem [chance de Bolsonaro perder no segundo turno]. Vi em grupos que alguns amigos que iam votar nulo, porque não queriam votar no Jair, ontem, quando a pesquisa apareceu com diferença menor, migraram novamente de nulo para o Jair. Na verdade, acho que a diferença vai ser igual ou até maior do que as pesquisas mostraram”, afirmou Maia.

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Na sua visão, confirmado o resultado, que no caso seria a vitória de Bolsonaro, o Congresso já deve começar trabalhar nas reformas já na semana que vem: “o Brasil precisa das reformas, diminuir o tamanho do estado. Mesmo aqueles que lutam contra, precisam entender que nem para pagar os seus salários haverá dinheiro. Se nós não reformarmos, o Brasil vai acabar caminhando para uma moratória, como na década de 80”, destacou.

Além da reforma da Previdência, que, segundo o vice de Bolsonaro será prioridade em seu governo, Maia pretende reiniciar o debate sobre o projeto que visa modificar o Estatuto do Desarmamento, dando maior flexibilidade ao porte de arma ao cidadão.

“Estamos negociando, precisamos ter muito cuidado, é um tema que foi colocado na eleição e foi vitorioso, a sociedade tem esse tema, principalmente no campo. Acho que a proposta da bancada da segurança pública em relação à questão urbana está muito bem colocada, restringe o acesso a arma, só que tira da Policia Federal o poder discricionário. Acho que não é uma coisa polêmica, se bem explicada”, afirmou o presidente da Câmara.