Lula visita operação da Petrobras na Margem Equatorial após descoberta de petróleo

Presidente vai ao Amapá nesta segunda-feira, três dias depois de a estatal anunciar resultado de perfuração na região

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita nesta segunda-feira um navio-sonda da Petrobras que trabalha na exploração de petróleo na Margem Equatorial, no litoral do Amapá. A agenda ocorre três dias depois de a estatal anunciar que encontrou sinais de petróleo e gás em um poço perfurado na região.

O navio atua no bloco FZA-M-59, na Bacia de Foz do Amazonas, uma das áreas consideradas pela Petrobras mais promissoras para novas descobertas de petróleo no país.

Na última sexta-feira, a Petrobras anunciou que encontrou petróleo e gás no poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. A perfuração, no entanto, ainda está em andamento. Agora, a empresa precisa avaliar quanto petróleo existe no local e se a exploração poderá ser feita em escala comercial.

A descoberta é considerada importante porque a Margem Equatorial é uma das principais apostas da Petrobras para encontrar novas reservas. A área se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte e ganhou atenção depois de descobertas de petróleo na Guiana e no Suriname, países vizinhos.

A exploração na região, porém, é alvo de discussão há anos por conta dos possíveis impactos ambientais. A Petrobras esperou mais de uma década pela autorização para perfurar o primeiro poço na Bacia da Foz do Amazonas. O Ibama concedeu a licença em outubro do ano passado, depois de exigir uma série de medidas de proteção ambiental e de resposta a eventuais acidentes.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou após o anúncio da descoberta que o resultado reforça a aposta da companhia na Margem Equatorial. A estatal também pretende perfurar outros três poços na região, mas ainda depende de novas autorizações.

— Nosso otimismo em relação à margem equatorial brasileira se confirma hoje. Essa primeira descoberta na costa do Amapá é resultado da dedicação e da competência da Petrobras, que está comprometida com a recomposição das reservas de petróleo e com a segurança energética do país — disse Chambriard.

A Petrobras vê a abertura de novas áreas de exploração como necessária para compensar, no futuro, uma possível queda da produção do pré-sal. Hoje, essa região concentra a maior parte das reservas de petróleo do país.