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O Partido dos Trabalhadores definiu para o dia 2 de agosto, em São Paulo, a convenção nacional que oficializará a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) será novamente o candidato a vice na chapa que disputará as eleições de outubro.
A convenção acontece em um momento em que Lula chega à largada oficial da campanha com liderança nas pesquisas de intenção de voto, mas ainda convivendo com um cenário de avaliação de governo dividido. O desafio da campanha será transformar a vantagem eleitoral em uma melhora consistente da aprovação da gestão.
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (2) mostra Lula com 46,3% das intenções de voto no principal cenário de primeiro turno, dez pontos à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 36,6%. No segundo turno, o presidente venceria o adversário por 48,8% a 42,3%, resultado que encerra o empate numérico registrado na rodada anterior.
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Ao mesmo tempo, a avaliação do governo segue praticamente estável. A aprovação passou de 47% em maio para 45,9% em junho, enquanto a desaprovação recuou de 53% para 52,3%, oscilação dentro da margem de erro. Apesar disso, outro indicador evoluiu em favor do presidente: sua rejeição caiu de 50,6% para 48,6%, enquanto a de Flávio Bolsonaro subiu para 53%.

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Esse cenário ajuda a explicar a estratégia do PT para o início oficial da campanha. A avaliação interna é que Lula entra na disputa com vantagem consolidada, mas ainda precisa ampliar sua aceitação junto a parte do eleitorado para reduzir a resistência ao quarto mandato.
Nas últimas semanas, o presidente lançou medidas voltadas ao crédito e aos pequenos empreendedores, como o Desenrola Adimplentes e o projeto que amplia o teto de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI). A equipe de campanha aposta que iniciativas voltadas ao consumo, ao emprego e à renda terão espaço central no discurso eleitoral.
Do lado da oposição, a pré-campanha de Flávio Bolsonaro atravessou um período de turbulência. A divulgação de pedidos de recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, foi seguida pela crise pública envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Os episódios coincidiram com a queda do senador nas pesquisas e com o aumento de sua rejeição, embora o instituto ainda divulgue nesta quinta-feira (3) os dados específicos sobre os efeitos eleitorais da disputa entre os dois.
Lula também enfrentou desgaste político durante o período de coleta da pesquisa. A Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, teve como um dos alvos o então líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), em investigação relacionada ao Banco Master. O senador nega irregularidades. Mesmo assim, o levantamento não identificou perda relevante de apoio ao presidente nem alterações nos cenários eleitorais.
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A convenção petista ocorrerá pouco mais de dois meses antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Caso seja reeleito, Lula exercerá seu quarto mandato presidencial, feito inédito desde a redemocratização.
Em 2022, o petista venceu Jair Bolsonaro no segundo turno com 60.345.999 votos, equivalentes a 50,9% dos votos válidos, contra 58.206.354 votos do então presidente, que obteve 49,1%.