Eleições 2022

Lula mantém vantagem na disputa pela presidência, mostra Ipespe

No cenário estimulado para primeiro turno, Lula repetiu os 44% e, Bolsonaro, os 24% de dezembro; em seguida, Moro (9%), Ciro (7%) e Doria (2%)

Por  Anderson Figo -

As intenções de voto no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e em Jair Bolsonaro (PL) ficaram estáveis em janeiro. É o que mostra a primeira pesquisa feita pelo Ipespe em 2022. O levantamento foi encomendado pela XP.

No cenário estimulado para o primeiro turno (quando o eleitor escolhe seu candidato entre opções apresentadas pelo pesquisador), Lula repetiu os 44% e, Bolsonaro, os 24% do levantamento de dezembro.

Em seguida ficaram Sérgio Moro (9%), Ciro Gomes (7%), João Doria (2%), Simone Tebet (1%), Rodrigo Pacheco (1%) e Luiz Felipe D’Ávila (1%). Lula tem os mesmos 44% que somam todos seus adversários.

Já em cenário alternativo, no qual o ex-juiz Sérgio Moro não disputa a eleição presidencial, Bolsonaro sobe para 25% (+1 ponto), Ciro a 9% (+2), Doria a 3% (+1) e Simone Tebet a 2% (+1).

Esse cenário conta ainda com Alessandro Vieira, que marcou 1% das intenções de voto. O ex-presidente Lula, com 44%, superou a soma das intenções de votos nos demais candidatos, que é de 40% neste cenário.

Foram feitas 1.000 entrevistas de abrangência nacional, nos dias 10, 11 e 12 de janeiro de 2022. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais. A pesquisa está registrada no TSE sob o protocolo BR-09080/2022.

O índice de confiança é de 95,5% (o que significa que se a pesquisa fosse realizada 100 vezes, em 95 delas o resultado ficaria dentro da margem de erro).

Apesar da estabilidade na intenção de votos para o primeiro turno, Lula registra pela primeira vez mais eleitores que dizem que com certeza votarão nele (44%) do que eleitores que dizem que com certeza não votariam nele (43%).

Já o percentual de eleitores que dizem que com certeza não votariam em Bolsonaro aumentou dos 62% vistos em dezembro e novembro para 64% agora. O percentual de eleitores que dizem que com certeza votarão no atual presidente subiu de 24% em dezembro para os atuais 25%.

Pesquisa espontânea

Antes das duas simulações, foi feita uma pesquisa espontânea (quando o eleitor aponta seu candidato sem que nomes sejam apresentados pelo pesquisador).

Neste caso, Lula lidera com 35% das menções. Bolsonaro aparece com 25%, enquanto Sergio Moro tem 4% e Ciro Gomes, 3%. João Doria fica com 1% das intenções de voto. Os demais candidatos não conseguiram atingir 1%. Veja abaixo.

Normalmente, quanto mais próximo do pleito, mais este formato indica o real apoio aos candidatos. A cerca de nove meses da disputa, ele ajuda a indicar o nível de conhecimento que os eleitores têm de alguns nomes que devem participar da eleição em outubro.

Segundo turno

O ex-presidente Lula também avançou na simulação de segundo turno contra Jair Bolsonaro, a quem bate por 56% a 31%, ampliando sua vantagem, que era de 22 pontos no levantamento de dezembro, e foi a 25 pontos agora.

No cenário de segundo turno entre Lula e Moro, o ex-presidente fica com 51% das intenções de voto contra 32% para o ex-ministro da Justiça. Em dezembro, os percentuais eram de 52% e 33%, respectivamente.

A disputa entre Lula e Doria num eventual segundo turno mostra o ex-presidente com os mesmos 53% de dezembro, enquanto o percentual para o governador de São Paulo caiu de 22% no mês passado para os atuais 20%. Lula também derrotaria Ciro Gomes (51% a 25%).

Além do cenário contra Lula, Bolsonaro foi testado contra três potenciais adversários. O presidente não aparece à frente em nenhuma simulação. Contra Ciro Gomes, ele perde por 43% a 34% — Ciro cresceu três pontos em relação ao levantamento de dezembro e Bolsonaro caiu um.

Contra João Doria, Bolsonaro perde por 42% a 35% — o governador de SP perdeu um ponto na comparação com a pesquisa anterior, assim como o presidente da República.

Já na eventual disputa de segundo turno entre Bolsonaro e Moro, o ex-ministro da Justiça tem vantagem de sete pontos percentuais sobre o presidente (36% a 29%).

Avaliação do Governo

A avaliação do governo do presidente Jair Bolsonaro se manteve estável em janeiro. O percentual dos que consideram a administração ótima ou boa permaneceu em 24% e o dos que julgam o governo ruim ou péssimo, em 54%.

Se por um lado a avaliação da situação econômica começa dar sinais de melhora, com redução daqueles que dizem que as coisas vão no caminho errado nessa seara (de 69% para 66%), por outro, aumentou de 28% para 35% o percentual daqueles que dizem estar com muito medo do coronavírus e subiu de 54% para 57% a avaliação negativa do governo no combate à pandemia.

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