Lula faz piada com ‘dentadura de Trump’ em meio ao risco de novo tarifaço

Presidente brasileiro aproveitou piada para anunciar a aquisição de equipamentos para que o atendimento odontológico alcance pessoas em cidades do interior

Caio César

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de anúncio de investimentos do Governo Federal para Periferias. Foto: Ricardo Stuckert / PR
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de anúncio de investimentos do Governo Federal para Periferias. Foto: Ricardo Stuckert / PR

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) brincou, nesta terça-feira (14), que “nem a dentadura de [Donald] Trump” é igual à oferecida pelo Sistema Único de Saúde aos Brasileiros. A declaração ocorreu durante uma live em que o mandatário comentou a aquisição de máquinas para escaneamento da arcada dentária e construção das próteses no SUS.

“Nós compramos 880 vans para fazer ambulatório odontológico. Ou seja, já que o pobre que está no meio do mato não pode ir ao dentista na cidade, a gente vai até ele. Inclusive, não faz mais molde de dentadura, agora escaneamos a boca do cidadão e fazemos a dentadura com uma máquina 3D, que é uma coisa que nem a dentadura de Trump é igual”, brincou durante conversa com representantes da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.

A declaração ocorre um dia antes do governo norte-americano anunciar se aplicará ou não as tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Nos bastidores, a leitura é de que o governo brasileiro já trabalha com o cenário de que a tarifa adicional será imposta ao país.

O anúncio de possíveis novas tarifas ocorreu após os Estados Unidos acusarem o mercado brasileiro de supostas práticas desleais de comércio, incluindo a utilização do sistema Pix, que, segundo eles, apresentaria uma concorrência desleal aos sistemas de pagamento dos EUA.

A equipe econômica brasileira e o Itamaraty mantiveram contato com o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, que embasa a denúncia. Mesmo após uma audiência pública e o envio de documentos refutando as afirmações impostas, a projeção ainda é pessimista.