Lula diz que governo não vai criar obstáculos para governador interino do Rio

Presidente discursou na adesão do Estado ao Propag, que reduz prestação da dívida de R$ 490 mi para R$ 113 mi

Estadão Conteúdo

Rio de Janeiro (RJ), 22/06/2026 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Ricardo Couto durante anúncio da adesão do Estado do Rio de Janeiro ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (PROPAG), no Palácio Guanabara, na zona sul da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 22/06/2026 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Ricardo Couto durante anúncio da adesão do Estado do Rio de Janeiro ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (PROPAG), no Palácio Guanabara, na zona sul da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta segunda-feira, 22, que o governo federal não vai criar obstáculos para que o governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, mostre que é possível ter um “exemplo de boa governança”. A fala foi feita durante a cerimônia de adesão do Estado ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).

“Não haverá, da parte do governo federal, nenhuma objeção para que o senhor tenha a oportunidade de dar a esse Estado o exemplo de que é possível ter uma boa governança, em que o dinheiro seja canalizado para melhorar a vida desse povo sofrido”, declarou o presidente.

Em um discurso marcado por acenos a Ricardo Couto, Lula também parabenizou o governador interino pela adesão ao Propag e disse que ele tem a “chance” de reestruturar o Rio de Janeiro. “Que você possa se transformar no governador que fez as correções necessárias para que o Rio de Janeiro dê certo”, afirmou.

O Propag oferece condições mais vantajosas para o pagamento da dívida dos Estados com a União. Por meio dele, os governos podem ampliar o prazo de quitação dos débitos e reduzir encargos financeiros. Em contrapartida, os Estados precisam investir em áreas estratégicas para ter acesso aos benefícios fiscais.

Com a adesão ao programa, o Rio de Janeiro — que paga hoje cerca de R$ 490 milhões mensais à União — terá uma redução nas prestações. O valor cai para R$ 113 milhões por mês, com aumento gradual ao longo de cinco anos.

No discurso, Lula afirmou que o Propag é uma forma de beneficiar tanto a União quanto os Estados mais endividados. Segundo ele, a medida permite que as unidades federativas paguem seus débitos sem estarem em uma “forca”.