Lula diz que câncer linfático de Dilma Rousseff não deve fortalecê-la politicamente

José de Alencar afirma que a ministra tem força suficiente para enfrentar o tratamento contra a doença

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SÃO PAULO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu vice, José de Alencar, comentaram nesta terça-feira (28) o estado de saúde da ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Em Brasília, Alencar afirmou que a ministra tem força suficiente para enfrentar o tratamento contra o câncer linfático, que conta com sessões de quimioterapia. O vice-presidente ressaltou, ainda, que Dilma contará com as orações dos brasileiros.

“Ela tem muito mais força do que eu. Primeiro, porque dizem que a mulher é mais forte do que o homem, especialmente no caso de doença. Segundo, porque ela tem demonstrado isso. Ela vai contar com o apoio e a oração dos brasileiros para que vença essa dificuldade”, disse Alencar, que luta contra o câncer desde 1987.

Doença vs. política

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Em Rio Branco (AC), onde se encontra com outros líderes da América do Sul, Lula declarou que não vê a possibilidade da doença de Dilma fortalecê-la no meio político. O presidente também ressaltou que a ministra não deve fraquejar, pois “o povo precisa dela”.

“Não posso imaginar como alguém saia fortalecido porque dizem que teve um câncer. Eu só estou desejando a recuperação da Dilma e certamente ela não tem nada mais porque o câncer foi retirado, agora é apenas um tratamento preventivo”, disse Lula.

Chances de cura

O linfoma retirado de uma das axilas da ministra estava em estágio inicial quando foi extraído durante cirurgia, realizada há cerca de três semanas pela equipe médica do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. De acordo com os médicos, como o tumor foi detectado em um estágio inicial, as chances de cura para a ministra são altíssimas, de mais de 90%.