Lula: Convidei Trump para ajudar, mas em consonância com decisão do governo do Brasil

Em lançamento de programa federal, presidente afirma que o crime permeia o empresariado e a política, condicionando a cooperação com Donald Trump ao respeito à soberania brasileira

Estadão Conteúdo

Lula dá entrevista coletiva na Embaixada do Brasil em Washington
7 de maio de 2026
REUTERS/Elizabeth Frantz
Lula dá entrevista coletiva na Embaixada do Brasil em Washington 7 de maio de 2026 REUTERS/Elizabeth Frantz

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira que o crime organizado está no meio empresarial, judiciário, Congresso e até no futebol.

“Eu disse ao presidente Trump, se você quiser combater o crime organizado de verdade, você tem que começar a entregar alguns dos nossos que estão morando em Miami, é só querer discutir”, disse.

Ele disse também que pediu colaboração do presidente Donald Trump contra o crime organizado, mas nos termos brasileiros. Ele citou que o Estado de Delaware tem lavagem de dinheiro de brasileiros.

“Disse ao presidente Trump, se você quiser colaborar, tem espaço para vocês participarem conosco no combate ao crime organizado, a lavagem de dinheiro e ao contrabando de armas nas fronteiras. Agora, vai trabalhar em consonância com a decisão do governo e da polícia brasileira”, completou.

Ele aproveitou seu discurso no lançamento do novo programa para desarticular o crime organizado, Programa Brasil Contra o Crime Organizado, para dizer que, muitas vezes, polícia olha para a favela, mas o crime está olhando de um apartamento com cobertura.

Lula repetiu ainda que no dia que o Congresso aprovar a PEC da Segurança Pública, será criado o Ministério da Segurança Pública logo em seguida.

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