Crise no ninho tucano

Lula aponta um grande beneficiário com a crise do PSDB (e não é ele)

O ex-presidente Lula fez um diagnóstico curto, seco e certeiro sobre as consequências da crise no tucanato, informa a coluna Painel, da Folha: "fortalece o Temer"

SÃO PAULO – Em meio a mais uma grave crise que assola o PSDB após a destituição de Tasso Jereissati por Aécio Neves do comando do partido, o presidente Michel Temer sinalizou que fará sua reforma ministerial em até 15 dias, informa a coluna Painel, da Folha de S. Paulo. O PSDB deixará o governo, que vai privilegiar  o PMDB, siglas do centrão, como PSD e PR, e o DEM. 

O governo ressalta que as trocas terão a eleição de 2018 como pano de fundo e dá o recado: os tucanos estão sendo colocados à margem de uma aliança centrista. A crise profunda é apontada como prova de que o partido não terá musculatura suficiente para se apresentar como líder natural da centro-direita na eleição do ano que vem.

Assim, a principal vítima da desordem interna é o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), avaliam líderes desse grupo. Além disso, líderes de legendas historicamente aliadas ao PSDB dizem que a rinha no partido acabou “estreitando o caminho de Alckmin” e ampliando a cobiça por um novo nome, como Luciano Huck ou Henrique Meirelles (Fazenda).

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Neste sentido, o ex-presidente Lula fez um diagnóstico curto, seco e certeiro sobre as consequências da crise no tucanato, informa a publicação: “fortalece o Temer”. Para tentar estancar a crise, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso se reunirá com Tasso para pedir que o senador abra mão da disputa pela presidência da legenda em nome de Alckmin, enquanto tucanos mais próximos a Temer pedirão a ele que não tire o PSDB do governo. Eles vão afirmar que o partido já decidiu pelo desembarque e que o movimento será feito antes da convenção nacional, marcada para 9 de dezembro.