Huck 2022?

Luciano Huck leva ex-traficante a palco de evento e diz: “favela virou paisagem”

Apresentador, visto como potencial candidato para 2022, falou em oportunidades para pessoas pobres e capacidade do Brasil de acabar com as favelas

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SÃO PAULO – Embora não se assuma candidato, o apresentador de TV Luciano Huck continua com agenda intensa no que parece ser uma articulação antecipada para as eleições de 2022. Nesta quarta-feira (25), Huck participou de um evento do Magazine Luiza em São Paulo com mais de mil vendedores do marketplace na plateia levando uma mensagem de oportunidades para as populações mais pobres.

Por um breve período antes das eleições de 2018, Huck foi considerado pré-candidato à presidência e chegou a receber apoio público do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Uma pesquisa feita pelo instituto FSB em agosto desse ano revelou que, se candidato, ele teria 11% dos votos, batendo nomes como João Doria (PSDB) e o empresário João Amoedo (Novo). Várias aparições públicas recentes levam a crer que a intenção de voltar como candidato daqui três anos existe. 

Após rasgar elogios à família Trajano (Luiza Helena, co-fundadora do Magalu, “poderia estar tranquila, mas está gastando sapato”; Fred, CEO, “transformou o fato de ser herdeiro em potência”), o global levou um ex-traficante ao palco para passar um recado sobre a desigualdade do país, tema caro a seu discurso inclusive na televisão.

Apresentado apenas como Vanderson, o convidado do Huck contou como se transformou de jovem ajudante do tráfico “na mesma favela em que estava a Ágatha [menina de 8 anos morta no final de semana baleada por um policial]” a professor, dono de 700 escolas com 23 mil alunos. O recado que quer passar é claro: a oportunidade de acessar a educação e a tecnologia foi seu ponto de virada, e ele acredita que pode ser o de outros brasileiros.

Para Huck, “favela virou paisagem no Brasil, e não pode ser paisagem”. O potencial candidato à presidência diz que nenhum país que ele, pessoalmente, admira, tem favelas. “Singapura resolveu, até a Colômbia está resolvendo [o problema]”, afirmou.

Sobre a política brasileira, o apresentador diz que o debate público se tornou “uma barulheira” e que “a gente precisa falar baixo para ser ouvido”.

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