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Líderes dos partidos discursam sobre impeachment na Câmara; veja ao vivo

As discussões foram abertas pontualmente, com a ajuda de um grupo de parlamentares favoráveis ao impedimento da petista que fizeram uma contagem regressiva

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SÃO PAULO – Iniciada pontualmente 8h55 (horário de Brasília), a sessão de debate sobre o relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) que pede a continuidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), segue pela tarde desta sexta-feira (15). 

As discussões foram abertas pontualmente, com a ajuda de um grupo de parlamentares favoráveis ao impedimento da petista que fizeram uma contagem regressiva. Ao todo, 173 dos 513 deputados estavam presentes na abertura da sessão.

Confira as falas dos deputados ao vivo:

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O jurista Miguel Reale Jr, que assina o pedido de impeachment juntamente com Hélio Bicudo e Janaína Paschoal, foi o primeiro a falar. Em sua justificativa para o impedimento da presidente, Reale afirmou que o ato de um presidente da República de mascarar as contas públicas não é melhor que o de roubar dinheiro das mesmas instituições governamentais.

Logo depois foi a vez do advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que fez a defesa da presidente. Ele quer voltar a se manifestar no plenário da Câmara no próximo domingo, antes do início da votação. O governo também lembrou nesta sexta-feira que os debates que serão travados hoje e amanhã devem se restringir ao objeto da ação de impeachment.

Os deputados da bancada do PMDB discursaram a favor do impeachment e manifestaram gestos de apoio a Temer. Ao criticar o governo, o deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES) afirmou que medidas do governo mergulharam o país numa crise. Ele citou a maquiagem das contas públicas, a autorização de crédito suplementar sem autorização do Legislativo. Segundo ele, o governo se “aprisionou” em uma situação em que ele próprio criou.

Já o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), disse que o governo ainda dispõe do apoio necessário para barrar o impeachment da presidente. “Não teremos menos de 200 votos”. Ele disse que tem uma lista em mãos que indicava tal constatação, mas que não tornaria pública.