Líderes do Comando Vermelho são transferidos para presídio de segurança máxima no Rio

Governo estadual pediu envio das lideranças a presídios federais para isolar comando da facção após operação que deixou 121 mortos

Marina Verenicz

Ricardo Wolffenbüttel/ SECOM
Ricardo Wolffenbüttel/ SECOM

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Dez integrantes da cúpula do Comando Vermelho (CV) foram transferidos de Bangu 3 para Bangu 1, presídio de segurança máxima do Rio de Janeiro, após a megaoperação realizada nesta terça-feira (29) nos complexos da Penha e do Alemão.

A ação, considerada a mais letal da história do estado, deixou 121 mortos, incluindo quatro policiais.

A mudança tem caráter provisório e visa isolar os chefes da facção, apontados pelas investigações como responsáveis por ordenar ataques e retaliações contra forças de segurança mesmo de dentro das prisões.

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Transferências federais

O governador Cláudio Castro (PL) solicitou que as lideranças do grupo sejam enviadas a presídios federais em outros estados, como parte de uma estratégia para enfraquecer a estrutura hierárquica da facção e dificultar a comunicação entre seus integrantes.

A transferência definitiva depende de autorização do Ministério da Justiça e Segurança Pública, mas, segundo o governo fluminense, o pedido foi feito com urgência.

A ofensiva das polícias Civil e Militar teve como objetivo desarticular o Comando Vermelho, que mantém forte presença na zona norte da capital fluminense. O número de mortos supera o massacre do Carandiru, ocorrido em 1992, quando 111 presos foram assassinados em São Paulo.

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