Líder do governo diz que prisão de nº 2 da Previdência mostra apuração “até o fim”

Líder do governo na Câmara, José Guimarães afirma que operação da PF reforça autonomia das investigações e minimiza impacto político do caso

Marina Verenicz

O líder do Governo na Câmara, Deputado José Guimarães Brasília (DF)  -10/04/2023
O líder do Governo na Câmara, Deputado José Guimarães Brasília (DF) -10/04/2023

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O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), afirmou que a nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada nesta quinta-feira (18) pela Polícia Federal, reforça a disposição do Executivo de levar até as últimas consequências as investigações sobre fraudes em benefícios do INSS.

A ação resultou na prisão de Adroaldo Portal, então secretário-executivo do Ministério da Previdência, segundo cargo mais alto da pasta.

Segundo Guimarães, a ofensiva é conduzida por órgãos com autonomia institucional. “Se está apurando, é por conta da CGU e da Polícia Federal, que trabalham com autonomia. Tem que apurar até o fim”, disse o deputado ao comentar a operação que mira desvios em pensões e aposentadorias.

Oportunidade com segurança!

Logo após a prisão de Portal, o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, decidiu pela exoneração do auxiliar. Para o lugar, foi indicado o procurador-federal Felipe Cavalcante e Silva, que até então ocupava a função de consultor jurídico do ministério.

Além de atingir a cúpula da Previdência, a operação também teve desdobramentos no meio político. O senador Weverton Rocha (PDT-MA), líder do governo no Senado, foi alvo de mandados de busca e apreensão, o que ampliou o impacto da investigação no Congresso.

Questionado sobre possíveis efeitos institucionais, Guimarães evitou avaliar se o avanço das apurações pode interferir na tramitação da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal. Weverton Rocha é o relator da indicação no Senado.

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O líder governista também minimizou a possibilidade de desgaste eleitoral para o Palácio do Planalto em 2026. Para ele, o fato de o governo permitir o avanço das investigações joga a favor do Executivo. “Ainda bem que nosso governo apura tudo. Essa fraude começou no governo anterior”, afirmou.