Justiça Eleitoral mantém eleição suplementar para governo de Roraima em 21 de junho

Eleição ocorre após TSE cassar mandato do governador Edilson Damião (União Brasil)

Estadão Conteúdo

Urna eletrônica (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Urna eletrônica (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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A Justiça Eleitoral de Roraima manteve a realização da eleição suplementar para o governo do Estado, marcada para 21 de junho. O plenário do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) confirmou sua própria resolução, que regulamenta o pleito e estabelece o calendário eleitoral.

A decisão rejeitou mandado de segurança apresentado por partidos e derrubou liminar que suspendia o calendário por até dez dias, concedida no dia 5 de maio. As legendas questionavam prazo de 24 horas para desincompatibilização, em que candidatos que ocupam cargos públicos têm de deixá-los após serem escolhidos nas convenções partidárias.

O mandado de segurança foi impetrado pelo Republicanos, legenda do governador interino Soldado Sampaio, e endossado por MDB, Progressistas, União Brasil, PDT e Agir.

Por maioria, os desembargadores acompanharam o parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE) e não validaram a liminar do relator. O entendimento vencedor foi o de que eleições suplementares possuem caráter “excepcional” e permitem, por isso, a flexibilização dos prazos tradicionais previstos na legislação eleitoral.

Com a manutenção do calendário, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o TRE-RR deram início à operação logística para viabilizar a votação. Segundo o TSE, o cumprimento do calendário eleitoral demandará uma “operação complexa” para “superar o isolamento geográfico e as adversidades climáticas da região”.

A operação contará com apoio aéreo das Forças Armadas para transporte de urnas e equipes, em razão de dificuldades de acesso agravadas pelo período de chuvas intensas em Roraima.

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A eleição suplementar foi convocada após decisão do TSE que cassou o mandato do governador Edilson Damião (União Brasil) e declarou a inelegibilidade do ex-governador Antonio Denarium (Republicanos) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Segundo a Justiça Eleitoral, houve uso irregular da máquina pública por meio de programas sociais e repasses a municípios durante a campanha eleitoral.