Itaipu: Paraguai quer reajustar preço da energia vendida ao Brasil

O presidente eleito, Fernando Lugo, afirmou que, logo após tomar posse, em agosto, irá iniciar diálogo sobre a tarifa

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SÃO PAULO – Na última sexta-feira (16), o presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo, reuniu-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que, logo após tomar posse, em agosto, irá iniciar diálogo sobre o pleito de reajustar a tarifa da energia produzida em Itaipu, que o Paraguai vende ao Brasil.

Conforme divulgou a Agência Brasil, Lugo voltou a afirmar que o tratado não é justo para o Paraguai e que não pode haver integração eqüitativa sem haver integração energética. Segundo Lugo, o que mais o preocupa é o preço da energia.

Campanha eleitoral

De acordo com o presidente eleito do Paraguai, nenhum país dá seu bem natural a preço de custo. “A Venezuela não dá seu petróleo a preço de custo, dá a preço de mercado. O Paraguai é um dos poucos países que dá sua energia a preço de custo e o que reclamamos é que seja a preço de mercado”, disse.

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Uma das principais bandeiras da campanha eleitoral de Fernando Lugo foi a revisão da tarifa da energia de Itaipu vendida ao Brasil. Um acordo assinado entre as duas nações na década de 70 determina que a energia que um País não utilizar deve ser vendida preferencialmente ao parceiro, por preço de custo.

Sobre a política exterior do país, Lugo disse que vai buscar um processo diferenciado de manter relações com todos os países de forma igualitária. “Queremos ter relações com todos, eqüitativas, justas, fazendo valer nossa soberania, nossa liberdade, nossa independência, que não se negocia”.

Situação atual

Atualmente, a produção da usina de Itaipu responde por 20% do consumo brasileiro. De acordo com o tratado firmado em 1973 e válido por 50 anos, cada um dos países tem direito à metade da energia produzida na usina binacional.

No entanto, o Paraguai utiliza apenas cerca de 5% da parte que lhe cabe. O restante é necessariamente vendido ao Brasil, por força do tratado, a preço de custo.