Operação Zelotes

Intimado a depor, Lula diz que MP investigada pela PF foi editada no governo Dilma

Lula falou que, “mesmo sem ter sido notificado oficialmente para depor”, ele estará à disposição das autoridades

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SÃO PAULO – Intimado a depor pela Polícia Federal na próxima quinta-feira (17) no âmbito da Operação Zelotes, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou em nota que, “mesmo sem ter sido notificado oficialmente para depor”, ele estará à disposição das autoridades. 

Ele disse ainda que não ter relação com a edição de medidas provisórias investigadas pela Operação Zelotes da Polícia Federal. “A Medida Provisória em questão foi editada e aprovada pelo Congresso em 2013, quando ele não era mais presidente da República”, disse o instituto Lula em nota. Lula foi presidente entre 2003 e 2010, sendo sucedido por Dilma Rousseff a partir de 2011.

Lula não está sob investigação, mas será interrogado sobre a suspeita da polícia de que um pagamento de R$ 2,5 milhões do escritório Marcondes e Mautoni para uma empresa de seu filho Luís Cláudio Lula da Silva. A investigação da PF aponta para possível suborno para influenciar a aprovação de legislação favorecendo empresas do setor automotivo.

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A PF fez buscas nos escritórios de uma empresa de propriedade de Luís Cláudio em 26 de outubro, como parte da Operação Zelotes, que investiga fraudes em julgamentos do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).

Nesta semana, a Justiça Federal aceitou pedido do Ministério Público Federal e autorizou quebrar os sigilos bancário e fiscal desde 2009 de pessoas e empresas investigados pela Operação Zelotes.  Dentre os que tiveram o sigilo quebrado, estão o ex-ministro Gilberto Carvalho e Luís Cláudio Lula da Silva. A empresa do filho de Lula, a LFT Marketing Esportivo, também teve os sigilos quebrados. 

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