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A decisão de Kassio Nunes Marques de não participar da análise de possível abertura de inquérito contra o ministro Alexandre de Moraes acrescentou um componente eleitoral à crise no Supremo Tribunal Federal (STF).
Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que preferia não votar por considerar que o caso pode interferir na disputa presidencial.
“Eu entendo que tenho uma missão, e que para mim essa missão é mais importante, que é assegurar o equilíbrio nas eleições de 2026”, disse. “Não tenho dúvida de que esse julgamento pode impactar o processo eleitoral.”
A declaração ocorre em meio ao avanço da crise envolvendo o Banco Master e em um momento de maior equilíbrio entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas. Na Quaest divulgada na segunda-feira (14), Flávio apareceu numericamente à frente de Lula em um cenário de segundo turno, por 42% a 40%, dentro da margem de erro.
O impedimento também tem efeito direto sobre o julgamento. Com menos ministros aptos a votar, aumenta a possibilidade de divisão no plenário e de um resultado empatado.

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Nunes Marques decidiu se afastar depois de seu nome e o de seu filho, Kevin Marques, aparecerem em mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro.
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Em uma das conversas, o então diretor jurídico do Banco Master, Luiz Rennó, responde a Vorcaro após receber dados de Kevin e menciona pagamentos de R$ 500 mil mensais por meio da Consult Inteligência Tributária.
Durante a sessão, Nunes Marques afirmou que nunca trocou mensagens com Vorcaro.
A defesa de Kevin Marques disse que ele não prestou serviços ao Banco Master nem recebeu recursos de Vorcaro. Segundo os advogados, Kevin recebeu R$ 281,6 mil da Consult por trabalhos jurídicos na área tributária administrativa, sem relação com o STF.
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Na segunda-feira (14), a Polícia Federal informou que enviou cópias dos dados extraídos do celular de Vorcaro aos gabinetes de Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.
A crise já entrou na campanha presidencial. Flávio tem usado o episódio para ampliar as críticas ao STF e associar o desgaste da Corte ao governo Lula.