Hugo Motta defende revisão de benefícios tributários e criação de regras mais rígidas

Presidente da Câmara diz que país vive “situação insustentável” e sugere cortes em incentivos que não geram emprego ou renda

Marina Verenicz

Hugo Motta (Republicanos-PB), candidato à presidência da Câmara (Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)
Hugo Motta (Republicanos-PB), candidato à presidência da Câmara (Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta segunda-feira (22), durante participação em evento do BTG Pactual, que o Brasil precisa rever sua política de benefícios tributários.

Para o parlamentar, o país chegou a um ponto de “insustentabilidade” na concessão desses incentivos e deve avançar em uma agenda de cortes e racionalização.

Segundo Motta, a pauta tem sido bem recebida pelo governo federal e poderá ganhar espaço no Congresso. “O Brasil concede benefícios e não revê suas consequências. Precisamos criar periodicidade para verificar se eles estão sendo eficientes e não prejudicam a arrecadação”, disse.

O presidente da Câmara defendeu que a avaliação leve em conta o impacto social e econômico dos incentivos. “É preciso verificar se as empresas que recebem estão usufruindo da melhor forma, gerando renda, emprego e desenvolvimento. Caso contrário, o benefício deve ser revogado”, completou.

A fala ocorre em um momento de maior pressão fiscal sobre o governo, que busca novas receitas para compensar medidas em análise no Congresso, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais.