Haddad: despesas contratadas pelo governo em 2021 representam 0,5 pp do PIB

Haddad declarou que as receitas do governo não estão distantes do que se tinha em 2022

Estadão Conteúdo

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, discursa durante cerimônia de assinatura de medida provisória que estabelece um conjunto inicial de ações para mitigar o impacto econômico da decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de aumentar as tarifas de importação de produtos brasileiros em até 50%, no Palácio do Planalto, em Brasília, 13 de agosto de 2025. REUTERS/Adriano Machado
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, discursa durante cerimônia de assinatura de medida provisória que estabelece um conjunto inicial de ações para mitigar o impacto econômico da decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de aumentar as tarifas de importação de produtos brasileiros em até 50%, no Palácio do Planalto, em Brasília, 13 de agosto de 2025. REUTERS/Adriano Machado

Publicidade

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira, 22, que despesas atuais do governo equivalentes a 0,5 ponto porcentual (pp) do Produto Interno Bruto (PIB) foram contratadas ainda em 2021 pela administração de Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi realizada em um evento do banco BTG Pactual, em São Paulo.

Ao começar sua participação no painel, o ministro fez uma apresentação de slides aos presentes, com números históricos do governo. Nesse momento, ele criticou o aumento de gastos permanentes em 2021 com a mudança no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

“Nós estamos honrando uma despesa que foi contratada em 2021 e da qual nós não conseguimos sair”, disse Haddad. “Se você somar BPC mais Fundeb, você está falando de mais de R$ 70 bilhões que foram contratados em 2021”, completou.

Ferramenta do InfoMoney

Baixe agora (e de graça)!

Haddad declarou que as receitas do governo não estão distantes do que se tinha em 2022.

Segundo o ministro, as despesas do governo em 2026 serão só 0,2 pp acima do que foi em 2022 sem os 0,5 pp do BPC e do Fundeb.

Outra crítica de Haddad foi à chamada Tese do Século, que tirou o PIS/Cofins da base de cálculo do ICMS. Para o ministro, só isso teve impacto em R$ 1 trilhão de perda de arrecadação. Seria 10 pp do PIB a mais de dívida pública ao longo do tempo.

André Esteves, sócio sênior do BTG Pactual, abriu o evento e elogiou Haddad pela transparência antes de começar o painel com a participação do ministro da Fazenda.