Publicidade
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira, 22, que despesas atuais do governo equivalentes a 0,5 ponto porcentual (pp) do Produto Interno Bruto (PIB) foram contratadas ainda em 2021 pela administração de Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi realizada em um evento do banco BTG Pactual, em São Paulo.
Ao começar sua participação no painel, o ministro fez uma apresentação de slides aos presentes, com números históricos do governo. Nesse momento, ele criticou o aumento de gastos permanentes em 2021 com a mudança no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Lula afirma que manifestações foram recado do povo que não quer anistia
Lula postou fotos e vídeos de manifestações em locais como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Teresina etc

Em NY, Lula participa de conferência sobre Palestina e tem reunião com o TikTok
Neste domingo, o presidente Trump disse em entrevista à Fox News que Lachlan Murdoch, Michael Dell e Larry Ellison estão envolvidos nas negociações para assumir as operações do aplicativo chinês nos EUA
“Nós estamos honrando uma despesa que foi contratada em 2021 e da qual nós não conseguimos sair”, disse Haddad. “Se você somar BPC mais Fundeb, você está falando de mais de R$ 70 bilhões que foram contratados em 2021”, completou.
Ferramenta do InfoMoney
Baixe agora (e de graça)!
Haddad declarou que as receitas do governo não estão distantes do que se tinha em 2022.
Segundo o ministro, as despesas do governo em 2026 serão só 0,2 pp acima do que foi em 2022 sem os 0,5 pp do BPC e do Fundeb.
Outra crítica de Haddad foi à chamada Tese do Século, que tirou o PIS/Cofins da base de cálculo do ICMS. Para o ministro, só isso teve impacto em R$ 1 trilhão de perda de arrecadação. Seria 10 pp do PIB a mais de dívida pública ao longo do tempo.
André Esteves, sócio sênior do BTG Pactual, abriu o evento e elogiou Haddad pela transparência antes de começar o painel com a participação do ministro da Fazenda.