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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), confirmou que a PEC da Reforma Administrativa poderá ser apensada a uma proposta mais avançada já em tramitação na Casa. A medida, articulada com líderes partidários, permitiria encurtar o rito e levar o texto diretamente ao plenário, sem necessidade de criar nova comissão especial.
— Estamos também decidindo, vamos conversar com os líderes — declarou Motta na noite desta segunda-feira.
Questionado se a possibilidade de apensamento estava em aberto, respondeu:
— Está. Nós vamos definir na hora certa e divulgamos para vocês.

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A estratégia, discutida reservadamente desde a semana passada, é tratada por aliados como um atalho regimental — uma forma de dar celeridade à pauta e testar a coesão da base após certa resistência à reforma diante da proximidade das eleições. O movimento também coincide com a tentativa do governo de retomar a agenda fiscal após a queda da MP do IOF, aproximando o Congresso da pauta de contenção de gastos.
Se confirmada, a manobra encurtará a tramitação e colocará a PEC em condições de votação ainda neste ano, exigindo apoio de 308 deputados em dois turnos. Como anunciou em agosto, a reforma administrativa é uma das prioridades de Motta neste segundo semestre.
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