Substituição

Henrique Alves deve ser nomeado para o Ministério do Turismo, diz Temer

Ao sair do gabinete da Vice-Presidência esta noite, Temer foi perguntado por jornalistas sobre quando o nome de Henrique Alves seria indicado para o governo

A presidente Dilma Rousseff deve nomear o ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN)) para o Ministério do Turismo amanhã (15), informou há pouco o vice-presidente da República, Michel Temer.

Ao sair do gabinete da Vice-Presidência esta noite, Temer foi perguntado por jornalistas sobre quando o nome de Henrique Alves seria indicado para o governo. “Amanhã deve ser nomeado, amanhã”, respondeu. Indagado se a nomeação seria para o Ministério do Turismo, pasta cogitada recentemente, o vice-presidente respondeu positivamente com a cabeça.

Se confirmada a nomeação, Henrique Alves assumirá o lugar de Vinícius Lages, também do PMDB, que “certamente será aproveitado” em outro cargo, ainda segundo Temer.

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O vice-presidente da República comanda desde a semana passada a articulação política, incorporando as funções da Secretaria de Relações Institucionais como, por exemplo, de relação do governo com o Congresso. Ele também acumula a presidência nacional do PMDB. Nos últimos dias, Temer já vinha sinalizando que o ex-presidente da Câmara assumiria um cargo no governo.

Após 44 anos como deputado federal, Henrique Eduardo Alves deixou a Câmara em janeiro deste ano. Nas eleições do ano apssado, ele concorreu ao governo do Rio Grande do norte, mas perdeu para Robinson Faria (PSD). Na Câmara, Henrique Alves foi líder da bancada do PMDB, partido do qual é membro histórico e uma das lideranças mais conhecidas.

Michel Temer comentou ainda a indicação de Luiz Edson Fachin para o Supremo Tribunal Federal, feita nesta terça-feira (14). “Um jurista de peso, eu conheço por referência, porque sou da área jurídica. Sei que ele é uma figura de muita expressão no mundo jurídico.”

O vice-presidente disse que “não tem conhecimento de rejeição” de Fachin, mas, segundo ele, são “os senadores que vão decidir”. Após a indicação de Dilma, o nome do jurista precisa ser apreciado pelo Senado.