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Governo vai trazer sintonia a política monetária e fiscal, diz Mantega a jornal

Objetivo é conter os gastos e permitir a redução dos juros pelo BC, para não haver mais conflitos, segundo o ministro

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SÃO PAULO – Reduzindo os gastos públicos e o ciclo de alta na taxa básica de juros, o governo quer evitar um conflito entre a política fiscal e a monetária. A declaração é de Guido Mantega, ministro da Fazenda, em entrevista ao jornal Valor Econômico.

Segundo Mantega, o objetivo é apertar o cinto do Tesouro e, primeiramente, cumprir o superávit primário – usado como economia para os juros da dívida pública – em sua totalidade até o fim do governo de Dilma Rousseff. A Lei de Diretrizes Orçamentárias permite que gastos com investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) sejam deduzidos do montante final.

Conflitos
Na entrevista, o ministro também afirmou que algumas vezes “o fiscal conflitava com o monetário”. Enquanto o Banco Central elevava a Selic para conter o crescimento da demanda, os gastos públicos aumentavam e causavam um aquecimento da economia. “Mudamos o mix de forma permanente”, avisa.

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Com os dois lados da política econômica deixando de bater cabeça, Mantega acredita que os juros poderão chegar a patamares menores nos próximos anos. Uma redução dos gastos faria com que o Copom (Comitê de Política Monetária) trouxesse a taxa parava baixo, quando “achar que as condições são adequadas”.

Cenário adverso
Em relação ao fantasma da crise, que hoje ronda as economias desenvolvidas, o governo teria condições de se proteger, caso a recessão realmente atinja os Estados Unidos e a Europa. O método, porém, seria diferente daquele adotado em 2008, quando um aumento nas despesas resgatou o crescimento no País, trazendo o que o ex-presidente Lula chamou de “marolinha”, em relação ao que houve nos países mais ricos.

De acordo com o jornal, Mantega diz que a preferência será pelo corte nos juros para estimular a demanda. Porém, mesmo no caso de o “segundo mergulho” na crise ser pior do que o previsto, o governo tem “bala na agulha”, segundo ele. “Não deixaremos a peteca cair”, diz.