Governo corta R$ 21,8 bi do Orçamento e projeta aumento das despesas

Meta de superávit primário foi mantida em 3,3% do PIB; em fevereiro, arrecadação de R$ 53,5 bi foi recorde para o mês

SÃO PAULO – Com previsão de redução de R$ 17,7 bilhões da receita líquida e alta de R$ 1,4 bilhão nas despesas obrigatórias, o governo realizou corte de R$ 21,8 bilhões no Orçamento para 2010, segundo o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão informou nesta quinta-feira (18). O ministro, Paulo Bernardo, manteve a meta de superávit primário em 3,3% do PIB (Produto Interno Bruto).

Também houve alta de R$ 13 milhões no orçamento para os poderes Legislativo, Judiciário e para o Ministério Público da União, e aumento no montante de R$ 3,9 bilhões na estimativa do déficit da Previdência Social.

Arrecadação recorde em fevereiro
Em fevereiro, a arrecadação federal subiu 13,23% frente ao mesmo mês de 2009, chegando a R$ 53,5 bilhões, valor recorde para o mês. Para o secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxom, com isso o governo zerou as perdas acumuladas durante a crise. No primeiro bimestre de 2010, as receitas do governo já somam R$ 127,1 bilhão, 13,46% a mais do que os dois primeiros meses do ano passado.

PUBLICIDADE

PAC
Segundo Bernardo, os recursos do PAC (Programa de aceleração do Crescimento) serão poupados do corte. Vale lembrar que uma lei permite o abatimento das despesas do programa para o cumprimeto da meta de superávit primário – elevada em R$ 2,4 bilhões quando comparada ao valor estabelecido pelo Orçamento Geral da União.

 A projeção de crescimento do PIB foi mantida em 5,2% para este ano.