Publicidade
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal ( STF), suspendeu o julgamento do governador do Acre, Gladson Cameli (PP), que estava marcado para ocorrer na quarta-feira no Superior Tribunal de Justiça ( STJ). Gilmar determinou que a Polícia Federal (PF) e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) devem apresentar formulários utilizados para obter relatórios de inteligência financeira que embasaram a investigação contra Cameli.
O governador é réu no STJ pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraude a licitação. O julgamento estava marcado para ocorrer na Corte Especial e agora está suspenso por no mínimo 15 dias ou até os documentos serem apresentados.

STF forma maioria para condenar mais nove réus pela trama golpista
Sessão prossegue para a tomada do último voto, do ministro Flávio Dino

Moraes afasta condenação de general por falta de provas em ação sobre golpe de Estado
Ministro afirma que indícios não têm respaldo externo e que processo apresenta apenas provas ligadas à colaboração premiada.
Gilmar Mendes atendeu a um pedido da defesa de Cameli, que alegou ao STF que não conseguiu acesso aos formulários, o que prejudicaria o direito da defesa. Os documentos integram o Sistema Eletrônico de Intercâmbio do Coaf (SEI-C), portal utilizado para o compartilhamento de informações entre o órgão e autoridades de investigação.
Feito para você!
De acordo com a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), aceita pelo STJ em maio do ano passado, as supostas práticas ilícitas teriam causado prejuízos de quase R$ 11,7 milhões aos cofres públicos. A defesa do governador nega qualquer irregularidade.
A investigação é baseada na chamada Operação Ptolomeu. A PGR afirma que a empresa Murano Construções e companhias subcontratadas — uma das quais tem como sócio Gledson Cameli, irmão do governador — teriam pagado propina ao chefe do executivo estadual por meio do pagamento de parcelas de um apartamento em bairro nobre de São Paulo.