Decisão

Gilmar Mendes suspende ampliação do BPC, que custaria R$ 20 bi por ano aos cofres públicos

Segundo o ministro, "a ampliação permanente do BPC teria o condão de exponencializar a projeção da dívida pública nacional nos próximos anos"

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SÃO PAULO – O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta sexta-feira (3) a decisão do Congresso que ampliava o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para famílias com renda per capita de até meio salário mínimo (R$ 522,50).

No início da semana passada, o Congresso derrubou o veto do presidente Jair Bolsonaro com 302 votos contra 137 na Câmara e por 45 a 14 no Senado.

Segundo a decisão do ministro, “a expansão do BPC nos termos propostos implicará custo de R$ 20 bilhões por ano aos cofres públicos”.

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“Em um juízo comparativo com outras medidas temporárias e limitadas de contenção da crise, a ampliação permanente do BPC teria o condão de exponencializar a projeção da dívida pública nacional nos próximos anos”, continua Gilmar Mendes.

“Compreendo que o período emergencial não constitui motivo suficiente para se afastar a exigência constitucional da correspondente fonte de custeio para ampliação de benefício assistencial, sobretudo por se tratar de proposta de majoração permanente da prestação continuada”, diz a decisão.

Confira a decisão na íntegra clicando aqui.