Gastos irregulares com cartão corporativo também ocorreram na Abin, diz TCU

Agência fez pagamentos com saque em 99,9% das despesas, que passaram de R$ 11,5 milhões em 2007, segundo o tribunal

SÃO PAULO – O TCU (Tribunal de Contas da União) apontou irregularidades nas despesas pagas com cartões corporativos do governo federal, feitas pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência), entre os anos de 2002 e 2005.

A auditoria do TCU apurou que a agência realizou pagamentos com saque em 99,9% das despesas, que chegaram a ultrapassar R$ 6 milhões em 2006 e R$ 11,5 milhões em 2007. Por causa desses gastos, o ex-diretor da Abin, Antônio Augusto Muniz de Carvalho, foi multado em R$ 10 mil.

De acordo com o tribunal, entre as irregularidades, estariam gastos com suprimento de fundos, aquisição irregular de material permanente, inconsistências em documentos fiscais, emissões de notas fora do prazo, além do pagamento de gratificação a informantes e colaboradores.

Medidas

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O TCU determinou à agência que controle rigorosamente o caráter de suas despesas e dos saques com o cartão de pagamentos do governo federal, e que os gastos não enquadrados na lei se restrinjam às situações específicas, não ultrapassando os 30% do total da despesa anual efetuada com o suprimento de fundos.