Fundos de previdência, multimercados e imobiliários ficam mais conhecidos no Brasil

Os fundos imobiliários eram conhecidos por apenas 6% da população em 2005, enquanto este ano, 26% conhecem estes fundos

SÃO PAULO – O número de brasileiros que conhecem alguns tipos de fundos cresceu entre 2005 e 2011, segundo dados de uma pesquisa efetuada pelo Ibope Inteligência a pedido da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais).

De acordo com o levantamento, levando em consideração as respostas espontâneas dos entrevistados, em 2005, 21% dos entrevistados conheciam os fundos de previdência, enquanto em 2011 este número passou para 24%.

Os fundos imobiliários eram conhecidos por apenas 6% da população em 2005, enquanto este ano, 26% responderam que conheciam este tipo de fundo de investimento. Já os multimercados são conhecidos hoje por 19% das pessoas, enquanto em 2005 9% diziam conhecer este tipo de fundo.

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Menos conhecidos
Os fundos DI, por sua vez, se tornaram menos conhecidos. De acordo com o levantamento, há seis anos, 54% dos entrevistados responderam que conheciam estes fundos, percentual que caiu para 41% este ano.

Os fundos de renda fixa seguiram a mesma linha. Enquanto em 2005 48% dos entrevistados disseram conhecer estes fundos, em 2011, 44% deram a mesma resposta, assim como os fundos cambiais, que em 2005 eram conhecidos por 23% da população e, neste ano, por 13%.

Impostos, taxas e rentabilidade
A pesquisa mostra que os brasileiros também aumentaram o conhecimento sobre algumas características dos fundos.

Enquanto em 2005 12% dos entrevistados responderam que a rentabilidade mínima dos fundos era de 0,5% por mês, em 2011 este número passou 25% em 2011. Já em relação à rentabilidade máxima, 22% haviam respondido em 2005 que era acima de 2% ao mês, número que passou para 59% este ano.

Em relação às taxas de administração, em 2005, 15% dos entrevistados responderam que as taxas mínimas cobradas pela administração dos fundos era de 1% a 3%. Já em 2011, esta mesma resposta foi dada por 33% dos entrevistados.

Já para 74% dos entrevistados deste ano, a taxa máxima fica acima de 3% ao mês, enquanto há seis anos 39% achavam a mesma coisa.

Em relação aos impostos, este ano, 65% dos entrevistados disseram que sobre os fundos incide a cobrança de imposto de renda. Já em 2005, 59% deram a mesma resposta. Com o IOF (Imposto sobre Movimentações Financeiras) não foi diferente: 53% sabiam da incidência do imposto em 2011, contra 40% em 2005.