Flávio pede mais prazo para depor em caso de calúnia sobre Lula após cobrança da PF

Defesa do senador nega "descaso" com a PF em razão de ausência de agenda do senador para prestar depoimento

Agência O Globo

Flávio Bolsonaro - REUTERS/Adriano Machado
Flávio Bolsonaro - REUTERS/Adriano Machado

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A defesa do senador Flávio Bolsonaro pediu a extensão do prazo para que ele seja ouvido no inquérito em que foi indiciado por caluniar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Flávio requereu que a Polícia Federal disponibilize novas datas para a oitiva, “com antecedência razoável”, para o devido agendamento do procedimento.

O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes pela Polícia Federal nesta quinta. A corporação diz que tentou agendar a oitiva de Flávio Bolsonaro no prazo de dez dias concedidos pelo relator, mas que não houve escolha de data e horário, por parte da defesa, para a tomada do depoimento. Os advogados então pediram à própria PF para que fosse prorrogado o prazo para a realização da oitiva. Agora, a solicitação foi repassada a Moraes, a quem caberá decidir sobre a prorrogação.

Na solicitação, a defesa de Flávio nega que haja “descaso” com a PF em razão da “impossibilidade” de o senador prestar depoimento dentro do prazo de dez dias dado por Moraes. Segundo os advogados, há uma “incompatibilidade de agendas” relacionada a dois fatores: o “curto intervalo” de tempo fixado para a diligência; e as atividades de pré-campanha à Presidência da República, que inclui “inúmeras viagens, deslocamentos e compromissos fixados com grande antecedência”.

A defesa ainda alfinetou os investigadores, sustentando que o inquérito sobre o senador “tramita com velocidade ímpar”. Em razão do ritmo, aumentar o prazo para a tomada de depoimento não implicaria em “prejuízo” para a investigação, alegam os advogados.