Flávio fará acordo com os EUA quando for eleito, diz Eduardo Bolsonaro sobre tarifas

Ex-deputado federal também afirmou que Flávio não pediu aos EUA imposição de tarifas e que as razões da sobretaxa já foram expostas pelas autoridades americanas

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Eduardo Bolsonaro - Foto: Bruno Spada/Agência Câmara
Eduardo Bolsonaro - Foto: Bruno Spada/Agência Câmara

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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (21) que o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, comprometeu-se, durante audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), em Washington, a negociar um acordo de livre-comércio com os Estados Unidos caso vença a eleição presidencial. O tarifaço americano, com alíquota de 25%, entra em vigor nesta quarta-feira (22).

“Ele disse o seguinte: ‘Por favor, não tarifem o Brasil. Eu vou ser presidente e, quando for presidente, vamos negociar um acordo de livre-comércio que seja bom para os dois lados e não será mais preciso tarifar os produtos brasileiros'”, disse Eduardo em entrevista ao portal Metrópoles.

Eduardo ressalvou que Flávio não pediu a imposição de tarifas para obter vantagens eleitorais e classificou essa interpretação como uma narrativa criada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem atribuiu interesse nas medidas. Segundo ele, as razões para o tarifaço foram expostas pelas autoridades americanas, entre elas o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, e o secretário de Estado, Marco Rubio.

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Na visão do filho “zero três” de Jair Bolsonaro, as pessoas “deveriam considerar” as justificativas apresentadas pelas autoridades americanas, entre as quais citou a falta de combate à corrupção, o aumento do desmatamento na Amazônia, a censura e a perseguição política. Para ele, Lula e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes seriam os responsáveis pelas tarifas e os únicos capazes de agir para revertê-las.

“O Flávio ainda não é o presidente da República. Mas, quando for, com certeza vamos acabar com essa tarifa”, afirmou o ex-parlamentar.

Eduardo disse ainda que a investigação conduzida sob a Seção 301 teve caráter técnico, mas que Rubio precisou levar o debate ao campo político diante do que classificou como uma tentativa de Lula de atribuir a Flávio a responsabilidade pelas tarifas para obter ganhos políticos. Segundo o ex-deputado, Rubio, por atuar na área geopolítica e não na análise comercial, rebateu a versão apresentada pelo presidente brasileiro e “colocou água no chope” de Lula.

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