Flávio diz que aceitará resultado das urnas e reconhece erro ao citar Smartmatic

Candidato do PL afirma que disputará a eleição dentro das regras da Justiça Eleitoral e recua de declaração sobre empresa apontada por ele em evento com diplomatas

Marina Verenicz

Brazilian Senator Flavio Bolsonaro, who is to be announced as candidate for Brazil's presidential elections, delivers a speech during the national convention of the Liberal Party (PL) in Sao Paulo, Brazil, July 25, 2026. REUTERS/Jean Carniel
Brazilian Senator Flavio Bolsonaro, who is to be announced as candidate for Brazil's presidential elections, delivers a speech during the national convention of the Liberal Party (PL) in Sao Paulo, Brazil, July 25, 2026. REUTERS/Jean Carniel

Publicidade

O candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (RJ), afirmou neste domingo (2) que aceitará o resultado das eleições de 2026 e disputará o pleito dentro das regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.

A declaração representa um esforço para afastar questionamentos sobre seu compromisso com o resultado das urnas, tema que voltou ao debate após um discurso em que mencionou supostas vulnerabilidades no sistema eletrônico de votação.

Em entrevista ao programa Canal Livre, da BandNews, Flávio foi questionado sobre as declarações feitas em 21 de julho, durante um encontro com diplomatas, quando citou documentos divulgados pelo governo dos Estados Unidos sobre sistemas eletrônicos de votação na Venezuela e associou a empresa Smartmatic às urnas utilizadas no Brasil.

O senador negou ter feito ataques ao processo eleitoral e afirmou que sua posição sempre foi defender maior segurança e transparência.

“O que sempre pedi foi mais segurança e transparência, nada além disso”, disse.

Durante a entrevista, Flávio também admitiu que pode ter se expressado de forma incorreta ao afirmar que a Smartmatic teria fornecido urnas para as eleições brasileiras.

A correção ocorre após manifestação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em nota atualizada em 8 de julho, a Corte afirmou que a Smartmatic “não forneceu nem fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras” e ressaltou que todo o projeto da urna eletrônica e do sistema de votação é desenvolvido e administrado exclusivamente pela Justiça Eleitoral.

Segundo o tribunal, a empresa participou apenas do treinamento de profissionais de suporte técnico e disputou, sem sucesso, a licitação para fabricação das urnas em 2020, vencida pela Positivo. O TSE também informou que a Smartmatic jamais teve acesso ao software utilizado nas eleições brasileiras.