Flávio cita selo de acerto eleitoral proposto pelo TSE para criticar pesquisa Quaest

Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (15) mostrou o senador numericamente mais distante de Lula, que lidera os dois turnos

Caio César

Senador Flávio Bolsonaro, em Brasília, 19 de maio de 2026. REUTERS/Mateus Bonomi
Senador Flávio Bolsonaro, em Brasília, 19 de maio de 2026. REUTERS/Mateus Bonomi

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O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), citou a proposta do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, de criar um “selo de acurácia” para institutos de pesquisa que mais acertarem o resultado das eleições para criticar a pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15).

Segundo o levantamento, Flávio Bolsonaro aparece em 2º lugar nas intenções de voto para o primeiro turno, com 28%, a 12 pontos percentuais de distância do primeiro colocado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que detém 45%. No segundo turno, Lula passou de 44% para 45% das intenções de voto, enquanto o senador manteve o patamar de 37%, elevando a distância para oito pontos.

Em publicação nas redes sociais, Flávio elogiou a proposta de Nunes, afirmando que “talvez se ele [selo de acerto] já existisse, [institutos] teriam vergonha de publicar essa pesquisa da Quaest”.

“Ela [Genial/Quaest] deve ser reflexo de como o povo brasileiro está feliz com Lula: preço alto da comida, ninguém mais sofre com a violência no país e nenhum brasileiro está endividado”, concluiu o senador na publicação.

O resultado da pesquisa foi captado após Flávio Bolsonaro participar de uma audiência nos Estados Unidos para tentar livrar o Brasil das possíveis sanções, confirmadas nesta manhã pelo país norte-americano.

Entenda o “selo de acurácia” eleitoral

Proposto pelo ministro e presidente do TSE, Nunes Marques, o “selo de acurácia” para institutos de pesquisa seria destinado às empresas com maior taxa de acerto dos resultados no pleito vigente.

Caso seja aceito, o selo seria entregue após o segundo turno das eleições. Para determinar quem teria acesso ao selo, a avaliação consideraria somente as pesquisas realizadas nos sete dias que antecedem o pleito e no dia das eleições.

Pela proposta, seriam excluídas as empresas que tiverem sido condenadas por irregularidades graves durante o ano eleitoral. A medida poderia afetar o Instituto Atlas/Intel, que teve sua pesquisa para presidente realizada em junho suspensa após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro.

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