Flávio aciona TSE para barrar fala de Lula sobre escala 6×1 no 1º de Maio

PL usa precedente do TCU de 2019 para alegar abuso ao promover proposta ainda em tramitação

Marina Verenicz

26.03.2026 - Presidente da. República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de Abertura da Caravana Federativa do Rio de Janeiro, no Auditório Caminho Niemeyer. Niterói - RJ. Foto: Ricardo Stuckert/PR
26.03.2026 - Presidente da. República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de Abertura da Caravana Federativa do Rio de Janeiro, no Auditório Caminho Niemeyer. Niterói - RJ. Foto: Ricardo Stuckert/PR

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A pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar impedir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mencione a proposta do fim da escala 6×1 em pronunciamento oficial do Dia do Trabalho. As informações são da Folha de S. Paulo.

A iniciativa se apoia em um entendimento do Tribunal de Contas da União (TCU) que limita a promoção de propostas ainda em discussão no Congresso.

A ação foi protocolada nesta segunda-feira (27) e sustenta que o uso de cadeia nacional para tratar de uma proposta que ainda depende de aprovação legislativa pode configurar abuso de poder político.

O fim da escala 6×1 é uma das principais apostas do governo para o debate público, mas segue em tramitação por meio de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) na Câmara dos Deputados.

Para embasar o pedido, a equipe jurídica do PL cita uma decisão do TCU de setembro de 2019. Na ocasião, o órgão suspendeu uma campanha do governo Jair Bolsonaro que promovia o chamado “pacote anticrime”, elaborado pelo então ministro da Justiça, Sergio Moro. O entendimento foi de que a publicidade institucional não pode ser usada para defender medidas ainda não aprovadas pelo Legislativo.

Na representação, os advogados argumentam que esse precedente deve ser aplicado ao caso atual. Segundo o documento, campanhas financiadas com recursos públicos não podem promover propostas sujeitas a mudanças no Congresso, por não se tratarem de políticas públicas consolidadas.

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Além do pronunciamento previsto para o 1º de Maio, a peça também menciona um discurso de Lula no Dia da Mulher, em março, apontando suposto “desvio de finalidade” no uso da comunicação oficial.