Ficar sem pagar prestação é o maior medo de quem quer comprar a casa própria

Não conseguir pagar foi o prinicipal receio financeiro de paulistanos e cariocas, com 9% das menções nas duas cidades

SÃO PAULO – Dentre os receios relacionados às questões financeiras, não conseguir manter a prestação em dia é o principal medo de quem deseja comprar a casa própria, segundo revela levantamento feito pelo Ibope Inteligência sobre as tendências imobiliárias nos municípios de São Paulo e Rio de Janeiro.

Nas duas cidades, o medo de não conseguir arcar com as mensalidades foi apontado por cerca de 9% das pessoas, que mencionaram algum receio financeiro para a compra de um imóvel novo.

Pagar parcelas intermediárias não planejadas foi o segundo item mais citado, 5% no Rio e 4% em São Paulo. Ficar com saldo devedor após quitar o financiamento e não obter financiamento depois de receber as chaves foram declarados por 3% e 2% dos receosos das duas capitais.

Renda

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Divididos por faixa de renda, as classes B e C carioca mostram um percentual de receosos parecidos nos medos citados. Já em São Paulo, em todos os tipos de receio, há uma leve predominância da classe C, como mostra a tabela a seguir:

Receios na compra de um imóvel novo por faixa de renda
MedoClasse A (RJ)Classe B (RJ)Classe C (RJ)Classe A (SP)Classe B (SP)Classe C (SP)
Não conseguir pagara a mensalidade10%8%6%4%8%10%
Ter que pagar parcelas não planejadas1%5%5%3%4%5%
Ficar com saldo devedor após pagar financiamento0%3%3%2%3%3%
Não obter financiamento após as chaves0%2%2%1%2%3%

Fonte: Ibope Inteligência

Receios

No geral, os problemas em relação à capacidade de honrar os compromissos financeiros foram citados por 18% dos paulistanos e 19% dos cariocas. Problemas em relação à responsabilidade de terceiros, como não receber o imóvel, documentação em dia, entre outros, por 54% dos moradores da capital paulista e 45% dos que vivem na cidade maravilhosa.

Em São Paulo, 47% dos entrevistados alegaram não ter qualquer tipo de receio para comprar um imóvel novo. No Rio de Janeiro, este percentual foi de 52%.