Publicidade
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não gostou da declaração do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, sobre como o Brasil reagiria a uma eventual invasão dos Estados Unidos. A informação é da CNN Brasil.
Questionado na terça-feira (4) sobre qual seria a estratégia em caso de uma invasão dos EUA, Múcio declarou que a ação mais sensata seria “abrir os portões”, porque o país tem pouca capacidade de se defender e tampouco recursos para reparar os danos causados.
“Me perguntaram se os Estados Unidos quisessem invadir o Brasil, o que é que eu faria. Temos que abrir o portão. O Brasil não tem equipamento para enfrentá-lo, nem tem dinheiro para consertar o portão”, afirmou durante fala de abertura de evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) sobre descarbonização do setor marítimo.

Lula sanciona hoje MP que aumenta fiscalização da tabela do frete; entenda o que muda
O texto editado no início do ano ajudou a distensionar a relação do governo com os caminhoneiros

‘Swing voters’ ou indecisos: eleitorado neutro poderá definir o próximo presidente
Com rejeição elevada dos principais candidatos e cenário estável nas pesquisas, analistas avaliam que os votos ainda em disputa serão decisivos em outubro
Na ocasião, o ministro defendia maior previsibilidade no orçamento das Forças Armadas, tendo afirmado que o Brasil destina cerca de somente 1% do PIB para a defesa nacional.
A resposta descontraída de Múcio foi vista como inadequada por membros do Palácio do Planalto, segundo fontes ouvidas pela CNN. Para eles, o contexto diplomático sensível entre Brasil e EUA ampliou a má impressão sobre a declaração.
A fala do ministro da Defesa também contraria o mote de soberania, adotado pelo governo brasileiro diante as novas tarifas impostas pelos EUA e que pretendem ser utilizado durante a campanha eleitoral, que começa em 16 de agosto.
A última pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (5), aponta que 43% dos eleitores avaliam que Lula tem respondido mal ao tarifaço de Trump. No mês passado, 36% avaliavam negativamente o presidente nesse quesito.