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Na Câmara

Exército de Stédile: Comissão convidará Lula para explicar “discursos de ódio”

O convite a Lula também se estende ao presidente da CUT,Vagner Freitas, e a Mauro Luís Iasi, do PCB

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SÃO PAULO –  A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou na última quarta-feira um requerimento convidando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a esclarecer recentes discursos em que teria incitado a violência. O requerimento é de autoria do deputado Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), filho de Jair Bolsonaro (PP-RJ). As informações são da Agência Estado. 

O requerimento pede que uma audiência pública seja realizada para discutir as consequências dos “discursos de ódio” proferidos por líderes políticos e de movimentos sociais que fomentam a violência. A justificativa para o pedido é um discurso feito pelo petista em 24 de fevereiro em ato em defesa da Petrobras, no Rio de Janeiro: “Eu quero paz e democracia, mas se eles não querem, nós sabemos brigar também… sobretudo quando João Pedro Stédile colocar o exército dele do nosso lado”.

O convite a Lula também se estende ao presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Vagner Freitas, e a Mauro Luís Iasi, do PCB.  Em evento “Diálogo com Movimentos Sociais” realizado no dia 13 de agosto, o presidente da CUT defendeu a presidente Dilma Rousseff e pediu aos movimentos sociais a ida à “rua entrincheirados, com armas na mão, se tentarem derrubar a presidente”.

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Mauro Iasi, por sua vez, é citado por um vídeo onde confronta os “conservadores de direita”. “Nós sabemos que você é nosso inimigo, mas considerando que você, como afirma, é uma boa pessoa, nós estamos dispostos a oferecer a você o seguinte: um bom paredão, onde vamos colocá-lo na frente de uma boa espingarda, com uma boa bala e vamos oferecer depois de uma boa pá, uma boa cova, né? Com a direita e o conservadorismo nenhum diálogo. Luta!”

Para Eduardo Bolsonaro, são irresponsáveis as manifestações públicas dos líderes políticos, concluindo que há o objetivo de “desestabilizar o Estado Democrático de Direito”. 

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