Não lembro de nada

Ex-deputado investigado na Lava Jato diz à PF que “perdeu a memória”

Apesar da doença alegada à PF, Magno disse ao jornal Folha de São Paulo que tem certeza de que não conheceu o doleiro Alberto Youssef, que o mencionou durante delação premiada em fevereiro

SÃO PAULO – Uma situação um tanto curiosa foi exposta durante o depoimento de um ex-deputado à Polícia Federal, no âmbito da Operação Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção na Petrobras (PETR3;PETR4)

O ex-deputado Carlos Magno Ramos (PP-RO), que está sendo investigado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) disse em depoimento que “perdeu parte da memória” devido a uma doença. 

Apesar da doença alegada à PF, Magno disse ao jornal Folha de São Paulo que tem certeza de que não conheceu o doleiro Alberto Youssef, que o mencionou durante delação premiada em fevereiro.

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Youssef afirmou que Magno foi um dos beneficiados com o esquema ao receber R$ 150 mil para adquirir vacinas destinadas ao seu tratamento de saúde e que “recebia também valores mensalmente”. 

Magno afirmou ao jornal que contraiu hepatite há mais de 15 anos e que, após tomar posse como deputado, em 2011, passou a ter crises frequentes, só amenizadas com remédios muito caros. 

Ao falar de seu patrimônio em Rondônia, Magno afirmou que possui uma casa e um sítio em Ouro Preto do Oeste, o primeiro registrado em seu nome e o segundo no nome de sua esposa, além de outros quatro terrenos em nome de sua esposa. Ainda havia uma propriedade rural em nome de sua mulher e cabeças de gado. A PF observou que Magno não declarou nenhum desses imóveis ao registrar sua candidatura a vice-governador de Rondônia no ano passado. O ex-deputado alegou que esta foi uma decisão de seu contador Oziel e afirmou não lembrar do nome completo dele.