EUA: cresce apoio no Senado para reeleição de Bernanke à frente do Fed

Republicanos e democratas antes indecisos agora mostram-se favoráveis à permanência do economista

SÃO PAULO – À medida que o mandato de Ben Bernanke na presidência do Federal Reserve se aproxima do fim, crescem as expectativas e especulações quanto à votação no Congresso norte-americano sobre a sua reeleição – antes incerta, hoje cada vez mais provável.

Em entrevista ao programa “State of the Union” da rede CNN, David Axelrod, conselheiro-sênior da Casa Branca, afirmou que Barack Obama, presidente dos EUA, “está muito confiante que o chairman será confirmado em seu cargo”. A declaração de Obama não vem desprovida de fundamento.

Nos últimos dias, diversos senadores até então indecisos quanto à reeleição de Bernanke manifestaram apoio ao ex-professor da Universidade de Princeton, tanto do lado da bancada do governo democrata quanto dos congressistas republicanos.

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Declarações
Mitch McConnell, líder dos republicanos no Senado, afirmou ao programa “Meet the Press” da rede CNBC que Bernanke terá apoio bipartidário na casa. “Eu posso antecipar que ele será, sim, reeleito”, disse o congressista natural do estado de Kentucky.

Já os senadores Harry Reid de Nevada e Richard Durbin de Illinois, ambos democratas, afirmaram recentemente que também irão votar pela permanência de Bernanke à frente do Banco Central – a posição a ser adotada pelos dois, até então, era uma incógnita.

Embora o apoio de Bernanke no Senado cresça, ele ainda enfrenta alguns opositores de peso, como John McCain. Senador do estado do Arizona e candidato presidencial derrotado por Obama em 2008, McCain vem repetidamente reafirmando sua posição contrária à reeleição de Bernanke.

“O fato é que Bernanke era o responsável quando batemos no iceberg”, disse McCain ao programa “Face the Nation” do canal norte-americano CBS. “Suas políticas foram parcialmente responsáveis pelo colapso que vivemos e eu acredito que ele deveria ser responsabilizado por isso”, afirmou.

Votos
Bernanke necessita angariar 60 votos favoráveis à sua reeleição para que os debates atualmente realizados sejam limitados e uma eleição final seja realizada no Senado. Cientistas políticos norte-americanos estimam que o atual chairman do Fed consiga cerca de setenta votos, superando desta forma o mínimo necessário. Seu mandato expira em 31 de janeiro.