Em troca da aprovação da medida anticrise, governo adia Fundo Soberano

Ressentimentos eleitorais ainda afetam negociações entre partidos; Lula dá sinal verde, mas exige fixar data para votação

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SÃO PAULO – Em troca da aprovação de cinco Medidas Provisórias (MPS) em tramitação na Câmara, que deverão armar o País contra a crise financeira internacional, o governo brasileiro decidiu adiar a criação do Fundo Soberano.

Sofrendo grande pressão da oposição, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, se sentiu contrariado com as exigências. No entanto, deu sinal verde para a negociação, com a condição de que a Câmara fixe uma data específica para votar a proposta do Fundo, que tramita em regime de urgência.

Para o Governo, as cinco MPs e quatro projetos de lei estão obstruindo a pauta, incluindo aquele que cria o Fundo Soberano. Com o adiamento da matéria, a medida que interessa a todos, a do pacote financeiro do Banco Central, se encontra logo em seguida, motivo da decisão da oposição.

Disputa

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Na opinião de Lula, a aprovação do projeto de lei que cria o Fundo, que será constituído inicialmente com um aporte de R$ 14,40 bilhões, seria uma ótima sinalização para os mercados externos. Mas as controvérsias entre os partidos devido a ressentimentos eleitorais ainda dificultam as negociações.