Ânimos controlados?

Em reunião com Mantega, Vale apoia tributação de subsidiárias, mas pede alterações

Em consonância com demais grandes empresas, que se reúnem com o ministro nesta quarta-feira, CEO da mineradora vê progressos em MP 627

Aprenda a investir na bolsa

BRASÍLIA – O governo reconhece que há alguns pontos a serem superados na medida provisória 627 que trata da tributação de subsidiárias brasileiras no exterior, mas progressos foram obtidos e manobras serão apoiadas pelas empresas brasileiras, disse o presidente-executivo da Vale (VALE3, VALE5), Murilo Ferreira, em entrevista a jornalistas após reunião feita entre as principais companhias do País e o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

“Tivemos uma longa reunião onde foram apontados os grandes progressos, especialmente em relação à Repetro (Regime Aduaneiro Especial de exportação e importação de bens destinados à exploração e à produção de petróleo e gás natural) e às empresas exportadoras, e foi reconhecido que ainda existem pontos a serem superados para as operações no exterior”, disse Ferreira.

Ele afirmou ainda que o governo deve refinar medidas sobre tributação de subsidiárias nas próximas semanas e meses, e isso poderia entrar em outra medida provisória. “Foram reconhecidos alguns problemas na operação de empresas brasileiras no exterior, como por exemplo a unidades em países do Oriente Médio, que trabalham com alíquotas diferentes das do Brasil”. Apesar das colocações, o presidente da mineradora não deu detalhe sobre o que especificamente deveria ser “refinado”.

Aprenda a investir na bolsa

De acordo com a assessoria de imprensa de Mantega, a reunião foi dividida em duas partes, sendo a primeira marcada pela discussão da MP 627 e a segunda com a avaliação do cenário macroeconômico – parte vista pelos especialistas como uma espécie de esforço do ministro em acalmar os ânimos de um mercado cético com relação às atuais políticas econômicas conduzidas pela equipe do governo.

O encontro no ministério, em Brasília, reuniu diversos empresários, como Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do Conselho da Gerdau (GGBR4); Rubens Ometto, presidente do Conselho da Cosan (CSAN3); João Castro Neves, diretor geral da Ambev (ABEV3), Joesley Batista, presidente da J&F, controladora da JBS (JBSS3); Marcelo Odebrecht, presidente-executivo da Odebrecht ; Raul Calfat, presidente do Conselho do Grupo Votorantim, além de representantes da Andrade Gutierrez, Grupo Queiroz Galvão (QGEP3), Camargo Correa, Embraer (EMBR3), OAS, Marcopolo (POMO4), BRF (BRFS3), entre outras empresas.

(Com Reuters e Agência Estado)